OpenAI avalia autenticação biométrica para combater bots em nova rede social

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques

  • OpenAI estuda o uso de biometria, como escaneamento ocular, para garantir que apenas pessoas reais usem a plataforma.
  • A ideia é criar uma rede social livre de bots, aproveitando o sucesso do ChatGPT e do Sora.
  • Especialistas em privacidade alertam para os riscos de coletar dados biométricos imutáveis.

A OpenAI está considerando adotar autenticação biométrica como parte do desenvolvimento de sua própria rede social.

Segundo reportagem da Forbes, a proposta inclui mecanismos como escaneamento dos olhos para enfrentar um dos maiores problemas das plataformas atuais: a proliferação de bots.

Uma rede pensada apenas para humanos

Fontes próximas ao projeto afirmam que a rede social ainda está em estágio inicial, mas já nasce com um conceito claro: ser um espaço exclusivo para pessoas reais.

A verificação de identidade seria um diferencial competitivo, especialmente em um cenário no qual contas automatizadas dominam o debate online.

A OpenAI vê nisso uma oportunidade de ampliar o alcance de seus produtos virais, como ChatGPT e Sora, agora em um ambiente social próprio.

Prova de humanidade e tecnologia envolvida

Entre as alternativas analisadas pelos desenvolvedores estão o uso do Face ID da Apple e o World Orb, um dispositivo de leitura de íris.

O World Orb pertence à Tools for Humanity, empresa fundada e liderada por Sam Altman, atual CEO da OpenAI. A equipe dedicada ao projeto teria cerca de dez pessoas, o que reforça o caráter experimental da iniciativa.

Privacidade, concorrência e críticas aos bots

Apesar do potencial, a ideia levanta preocupações. Defensores da privacidade alertam que dados biométricos, como a íris, não podem ser alterados e representam riscos significativos se forem mal utilizados.

Ainda assim, o debate ganha força diante da situação atual de plataformas como X, frequentemente criticadas pelo alto volume de contas automatizadas.

Sam Altman, usuário ativo da rede desde 2008, já mencionou inclusive a chamada teoria da internet morta ao falar sobre a presença massiva de contas controladas por IA.

Por enquanto, não há previsão de lançamento da possível rede social da OpenAI. Caso avance, ela deverá disputar atenção com gigantes já consolidadas como Instagram e TikTok, apostando em um discurso de autenticidade e confiança como principal atrativo.

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Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.
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