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    Home»Inteligência Artificial»Linus Torvalds revela que usou IA para praticar “vibe coding” em projeto pessoal
    Inteligência Artificial

    Linus Torvalds revela que usou IA para praticar “vibe coding” em projeto pessoal

    Renê FragaBy Renê Fraga

    Principais destaques:

    • Linus Torvalds afirmou ter usado uma ferramenta de IA para escrever partes do código de um novo projeto open source.
    • O experimento envolveu o conceito de “vibe coding”, no qual a IA gera código a partir de descrições em linguagem natural.
    • O caso reacende o debate sobre o papel da inteligência artificial no desenvolvimento e na manutenção de software.

    O criador do Linux voltou a chamar a atenção da comunidade de tecnologia ao admitir que recorreu à inteligência artificial para desenvolver partes do seu projeto mais recente, chamado AudioNoise.

    Em um comentário direto no README do repositório, Torvalds explicou que usou uma ferramenta de IA para criar um visualizador de áudio em Python, mesmo sem dominar a linguagem.

    A declaração é simbólica. Vinda de uma das figuras mais influentes da engenharia de software, ela mostra como até desenvolvedores veteranos estão experimentando novas formas de programar com apoio de modelos de linguagem.

    O que Linus quis dizer com “vibe coding”

    No texto publicado junto ao projeto, Torvalds explicou que sempre teve mais familiaridade com filtros analógicos do que com Python.

    Em vez de seguir o caminho tradicional de pesquisar exemplos e adaptar código, ele decidiu pular essa etapa e usar diretamente o Google Antigravity, uma IDE baseada em inteligência artificial.

    Essa prática se encaixa no que passou a ser chamado de “vibe coding”, termo popularizado pelo pesquisador Andrej Karpathy.

    A ideia é simples: o programador descreve o que quer em linguagem natural e deixa a IA cuidar da implementação, confiando mais na intenção do que nos detalhes técnicos.

    Como funciona o Google Antigravity

    O Google Antigravity foi lançado no fim de 2025 como um ambiente de desenvolvimento com IA integrada. Ele é baseado em um fork do Windsurf, que por sua vez deriva do Visual Studio Code, e combina diferentes modelos avançados, incluindo soluções do próprio Google e também da Anthropic.

    No caso do AudioNoise, Torvalds escreveu manualmente os efeitos de áudio em C, como delays e filtros, mas deixou a parte de visualização em Python praticamente toda a cargo da IA.

    O projeto é distribuído sob a licença GPLv2 e rapidamente conquistou milhares de estrelas no GitHub, mesmo sendo descrito pelo próprio autor como um experimento de aprendizado.

    Uma visão pragmática sobre IA no código

    Essa não é a primeira vez que Torvalds fala abertamente sobre inteligência artificial.

    Ele já se definiu como um grande entusiasta do uso de IA como ferramenta, especialmente para revisão e manutenção de código. Ao mesmo tempo, costuma demonstrar cautela quanto ao uso irrestrito da tecnologia para escrever software que precise ser mantido por muitos anos.

    No caso do AudioNoise, essa preocupação é menor. O próprio Torvalds faz questão de frisar que se trata de um projeto de hobby, quase um laboratório pessoal.

    Ainda assim, o episódio mostra como a IA está deixando de ser apenas um recurso experimental e passando a integrar, de forma prática, o dia a dia de desenvolvedores experientes.

    Renê Fraga
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    Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.

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