🧠 Principais destaques:
- Meta contrata Shengjia Zhao, um dos criadores do ChatGPT e GPT‑4, para liderar seu novo laboratório de Superinteligência.
- Aposta bilionária em IA aberta: foco em modelos Llama mais avançados e desenvolvimento de AGI (Inteligência Artificial Geral).
- Desafio além do salário: retenção de talentos dependerá de cultura, propósito e resultados concretos.
A Meta, de Mark Zuckerberg, fez um movimento que agitou o mundo da inteligência artificial. Shengjia Zhao, um dos principais arquitetos por trás do ChatGPT e do GPT‑4, foi contratado como Chief Scientist do recém-criado Meta Superintelligence Labs.
Zhao vai responder diretamente a Zuckerberg e ao Chief AI Officer Alexandr Wang, sinalizando que a empresa não quer apenas acompanhar a corrida da IA, quer assumir a liderança e moldar o futuro da Inteligência Artificial Geral (AGI).
Essa contratação não é apenas sobre trazer um nome de peso. Zhao ajudou a criar alguns dos modelos mais avançados já desenvolvidos.
Sua chegada envia um recado claro: a Meta está disposta a investir pesado para ultrapassar concorrentes como OpenAI, Google DeepMind e Anthropic.
Uma ofensiva bilionária para conquistar mentes brilhantes
Segundo o portal OpenTools.ai, a Meta já investiu US$ 14,3 bilhões na Scale AI, trouxe Alexandr Wang para o time e conseguiu atrair nomes de peso como Lucas Beyer, Alexander Kolesnikov e Xiaohua Zhai, vindos do escritório da OpenAI em Zurique, todos com passagem pelo Google DeepMind.
Essa estratégia, no entanto, não passou despercebida. Sam Altman, CEO da OpenAI, chamou a abordagem de “louca” e alertou que priorizar dinheiro em vez de missão pode criar uma cultura instável.
Já Demis Hassabis, CEO do DeepMind, afirmou que a Meta “não está na fronteira” e estaria compensando com cheques gordos o que falta em liderança científica.
Mesmo com as críticas, a Meta aposta que densidade de talento e não apenas infraestrutura será o fator decisivo para liderar a próxima fase da IA.
O que Zhao vai construir dentro da Meta
O Meta Superintelligence Labs não será apenas um centro de pesquisa teórica. Sob a liderança de Zhao, o foco será construir e entregar:
- Modelos de raciocínio avançado baseados na arquitetura Llama
- Sistemas de IA open-source para competir com plataformas fechadas como o GPT
- Integração fluida de IA nos produtos Meta (Facebook, Instagram, WhatsApp)
- Desenvolvimento de longo prazo de AGI
Enquanto Zhao lidera a frente aplicada, Yann LeCun continuará à frente do FAIR (Fundamental AI Research), explorando avanços teóricos. É uma divisão clara: LeCun pensa o futuro, Zhao constrói o presente.
Salário não é tudo: o desafio da retenção
Apesar de oferecer pacotes milionários, a Meta enfrenta um problema: retenção de talentos. Um estudo da SignalFire mostrou que a empresa mantém apenas 64% de suas contratações em IA, contra 80% da Anthropic e 78% do Google DeepMind.
O motivo? Cultura, propósito e equilíbrio de carga de trabalho. Segundo o Internal Culture Index 2025, empresas que oferecem autonomia, propósito e oportunidades de aprendizado retêm talentos 23% mais do que aquelas que apostam apenas em salários.
Para a Meta, isso significa que o tamanho do cheque não basta. Zhao precisará criar um ambiente que inspire e mantenha os melhores pesquisadores engajados.
O que esperar daqui para frente
O Superintelligence Labs deve chegar a 50 pesquisadores de elite até o fim de 2025. Entre os líderes, além de Zhao e Wang, estão Nat Friedman (produtos e ferramentas) e Yann LeCun (pesquisa fundamental).Nos próximos meses, podemos esperar:
- Novas versões open-source do Llama
- IA mais integrada aos produtos Meta
- Demonstrações públicas para mostrar aplicações reais
O grande teste será transformar ambição em resultados. Se Zhao conseguir manter o time unido e entregar avanços concretos, a Meta pode não só entrar para a história da IA, mas definir o próximo capítulo.
