Principais destaques:
- O Googlebot respondeu por mais de 25% de todo o tráfego de bots verificados monitorados em 2025.
- Bots de inteligência artificial cresceram de forma acelerada, mas ainda ficaram atrás do volume do Google.
- A busca tradicional continua concentrada, com o Google mantendo quase 90% dos acessos vindos de mecanismos de busca.
Um novo relatório da Cloudflare mostra que o Google segue dominando o rastreamento da internet em 2025. Mesmo com a explosão de bots de inteligência artificial, o Googlebot foi responsável por mais tráfego do que qualquer outro rastreador, superando inclusive todos os bots de IA somados.
Os dados fazem parte do relatório anual Cloudflare Radar, que analisou padrões de rastreamento, busca e segurança ao longo do ano.

Googlebot supera todos os bots, inclusive os de IA
Segundo o levantamento, o Googlebot sozinho gerou 4,5% de todas as requisições HTML observadas na web. Para comparação, todos os bots de IA juntos somaram 4,2%. No total, o Googlebot respondeu por mais de um quarto de todo o tráfego de bots verificados.
O volume de rastreamento do Google foi muito maior do que o de plataformas de IA como OpenAI, Anthropic e Meta, reforçando que a indexação para busca e o treinamento de modelos seguem sendo prioridades estratégicas da empresa.
Bots de IA crescem rápido e preocupam sites
Apesar da liderança do Google, o relatório mostra uma forte alta no uso de bots de IA. O rastreamento que simula ações humanas cresceu mais de 15 vezes em relação ao ano anterior, indicando um avanço significativo desse tipo de tecnologia.
Esse crescimento também explica por que muitos bots de IA estão entre os agentes mais bloqueados em arquivos robots.txt. A Anthropic, por exemplo, apresentou a maior proporção entre conteúdo rastreado e tráfego devolvido aos sites, chegando a picos extremamente altos no início do ano. Já plataformas como Perplexity mantiveram índices mais baixos ao longo de 2025.
Busca tradicional segue altamente concentrada
Mesmo com toda a atenção em torno da inteligência artificial, a busca tradicional mudou pouco. O Google manteve cerca de 90% de todo o tráfego de referência vindo de mecanismos de busca, segundo a Cloudflare.
Outros buscadores aparecem bem atrás, como Microsoft com o Bing, além de Yandex, Baidu e DuckDuckGo. As variações ao longo do ano foram pequenas e não alteraram o cenário de forte concentração.
