Firefox 148 chega com botão para desativar IA e amplia controle do usuário

Renê Fraga
4 min de leitura

Principais destaques

  • Firefox 148 estreia um botão que desativa todos os recursos de inteligência artificial com um clique
  • Usuários podem bloquear coleta de dados e ainda receber melhorias remotas
  • Nova organização da aba inicial e avanços técnicos reforçam foco em segurança e personalização

A nova versão do Mozilla Firefox começou a ser liberada, trazendo uma das funções mais pedidas pelos usuários: um botão que permite desligar completamente todos os recursos de inteligência artificial integrados ao navegador.

Batizada informalmente de “AI kill switch”, a novidade coloca o controle nas mãos de quem prefere uma experiência mais tradicional.

A decisão chama atenção em um momento em que a própria Mozilla tem investido em recursos baseados em IA como parte de sua estratégia de receita.

Mesmo assim, a empresa afirma que, uma vez desativadas, as funções inteligentes não serão reativadas automaticamente em futuras atualizações.

Como funciona o botão que desativa a IA

O novo controle pode ser encontrado em Configurações, na seção AI Controls. Ao ativar a opção “Bloquear aprimoramentos de IA”, o navegador interrompe recursos como integração com chatbots, incluindo o ChatGPT na barra lateral, prévias inteligentes de links e sugestões automáticas de grupos de abas.

Além disso, o Firefox deixa de exibir avisos incentivando o uso dessas ferramentas. Modelos de IA que tenham sido baixados localmente também são removidos do computador.

Para quem não quer abrir mão de tudo, há ainda a possibilidade de desativar apenas funções específicas. Assim, é possível manter traduções com IA feitas no próprio dispositivo e bloquear apenas integrações externas.

Melhorias remotas e mais privacidade

Outra mudança importante está relacionada à coleta de dados. Agora, o usuário pode desativar o envio de telemetria e informações de uso, mas continuar recebendo melhorias remotas entre as versões estáveis.

A configuração fica em Privacidade e Segurança, na área de Coleta de Dados do Firefox. A proposta é oferecer atualizações e ajustes técnicos sem que seja necessário compartilhar dados de navegação.

Essa medida reforça o posicionamento histórico do navegador como alternativa para quem busca mais transparência e controle sobre a própria privacidade.

Nova aba repaginada e avanços técnicos

A página de nova aba também passou por ajustes visuais. As recomendações de conteúdo agora aparecem organizadas por temas, como negócios e política, além de uma seção “Popular hoje” no topo.

O layout ganhou cartões em tamanhos variados, o que torna a navegação mais dinâmica e menos repetitiva.

Entre as melhorias técnicas, o Firefox 148 adiciona suporte às APIs Trusted Types e Sanitizer, fortalecendo a proteção contra ataques de cross-site scripting.

Há ainda novidades em CSS, melhorias no suporte a leitores de tela para fórmulas matemáticas em PDFs, ampliação do recurso de tradução para novos idiomas e compatibilidade com WebGPU em service workers.

O navegador está disponível para Windows, macOS e Linux no site oficial. No Ubuntu, a distribuição continua sendo feita via pacote Snap, com atualizações aplicadas automaticamente após reiniciar o aplicativo.

Com a nova versão, o Firefox reforça seu discurso de oferecer inovação sem abrir mão da escolha do usuário, permitindo decidir até que ponto a inteligência artificial deve fazer parte da experiência de navegação.

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Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.
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