✨ Principais destaques:
- Mark Zuckerberg vê risco real de uma “bolha da IA”, mas acredita que o maior perigo é não agir rápido o suficiente.
- Meta planeja investir pelo menos US$ 600 bilhões em infraestrutura nos EUA até 2028.
- Para o CEO, ser agressivo no ritmo de investimentos é mais seguro do que ficar para trás se a superinteligência chegar antes do esperado.
A corrida pela superinteligência
Em entrevista recente ao podcast Access, Mark Zuckerberg deixou claro que não pretende correr o risco de ficar para trás na era da inteligência artificial.
O fundador da Meta reconheceu que uma “bolha da IA” é totalmente possível, fazendo referência a momentos históricos em que setores inteiros inflaram, colapsaram, mas deixaram estruturas valiosas para o futuro.
Ainda assim, para ele, há um risco maior: avançar devagar demais.
Segundo Zuckerberg, se uma empresa como a Meta não se mover com agressividade suficiente e a superinteligência surgir de repente, ficará fora de posição diante daquilo que ele considera “a tecnologia mais transformadora da história”.
O tamanho da aposta: 600 bilhões de dólares
O compromisso financeiro da Meta impressiona. A empresa anunciou que pretende investir ao menos US$ 600 bilhões até 2028 em data centers e infraestrutura nos EUA.
Esse montante cobre desde a construção de superestruturas de computação até contratações estratégicas para suportar a evolução da IA.
Esse movimento acontece em meio a discussões intensas sobre uma possível bolha no setor, comparada por alguns investidores ao estouro da bolha das “ponto-com” nos anos 2000.
Ao mesmo tempo, a Meta ajusta o próprio ritmo: recentemente reduziu a agressividade em contratações, após períodos de bônus milionários para atrair talentos em IA.
Essa reavaliação veio após pressões de Wall Street sobre custos trabalhistas e diluição de valor acionário.
Para Zuckerberg, entretanto, o balanço é claro: o custo de errar apostando cedo é alto, mas o de ficar para trás é muito maior.
Estratégia Meta vs. concorrência
Outro ponto relevante do discurso foi a comparação entre a Meta e laboratórios independentes, como OpenAI e Anthropic.
Enquanto essas empresas dependem de levantar capital constante para bancar custos astronômicos de computação, a Meta se apoia em um ecossistema consolidado e estável, sem risco imediato de insolvência.
Zuckerberg detalhou também a criação de um laboratório dedicado à superinteligência, estruturado de forma enxuta e sem prazos inflexíveis, para privilegiar a pesquisa profunda em IA de fronteira.
A aposta é clara: dar aos pesquisadores o maior acesso possível a recursos computacionais, tornando o “compute per researcher” (capacidade de computação por pesquisador) uma vantagem competitiva.
Enquanto isso, as ações da Meta já refletem parte dessa confiança — com valorização de quase 40% em um ano.
💡 O discurso de Zuckerberg confirma uma disposição rara entre CEOs: arriscar consciente de que bilhões podem ser “mal gastos”, mas com a convicção de que perder o momento da superinteligência seria um preço ainda mais alto.
O recado é claro para o mercado: a corrida já começou, e só os que ousarem acelerar estarão prontos quando e se a superinteligência realmente surgir.
