Zuckerberg cai posições no ranking de bilionários em meio a planos ambiciosos de IA da Meta

Renê Fraga
4 min de leitura

Principais destaques:

  • Mark Zuckerberg cai para o 5º lugar no ranking dos bilionários da Bloomberg após uma queda expressiva das ações da Meta.
  • A companhia planeja vender US$ 30 bilhões em títulos de dívida para financiar seus projetos de inteligência artificial — o que assustou investidores.
  • Bezos e Larry Page voltam ao topo, impulsionados pelo bom desempenho de Amazon e Alphabet no setor de IA e computação em nuvem.

A fortuna de Mark Zuckerberg sofreu um dos maiores baques dos últimos anos.

O fundador e CEO da Meta caiu duas posições e agora ocupa o quinto lugar no Bloomberg Billionaires Index, após uma queda de 11% nas ações da empresa, a maior desde 2022.

A razão? Um movimento ousado: a Meta anunciou a emissão de US$ 30 bilhões em títulos de dívida para financiar sua expansão massiva em inteligência artificial.

Com isso, o patrimônio líquido de Zuckerberg recuou para US$ 235,2 bilhões, representando uma redução de impressionantes US$ 29,2 bilhões em um único dia, o quarto maior declínio já registrado pelo índice de bilionários da Bloomberg.


O impacto dos planos de IA da Meta

A notícia da emissão de dívida veio acompanhada de uma meta audaciosa: a Meta pretende investir até US$ 118 bilhões em infraestrutura e pesquisa em IA até o final de 2026.

Essa aposta, que visa manter a empresa competitiva frente a gigantes como Google e Amazon, acabou assustando parte dos investidores.

Alguns analistas chegaram a rebaixar a recomendação das ações da companhia, sinalizando preocupação com o aumento acelerado dos gastos.

Até então, 2025 vinha sendo um ano positivo para a Meta, suas ações acumulavam alta de 28%, somando cerca de US$ 57 bilhões à fortuna de Zuckerberg. Mas a confiança no futuro da empresa parece ter sido abalada, pelo menos por enquanto.


Bezos e Page de volta ao topo

Enquanto Zuckerberg recua, outros nomes conhecidos voltaram aos holofotes financeiros. Jeff Bezos, da Amazon, e Larry Page, cofundador do Google, ultrapassaram o CEO da Meta após resultados trimestrais que empolgaram o mercado.

As ações da Alphabet subiram 2,5%, impulsionadas pelo aumento da demanda por serviços de nuvem e inteligência artificial.

Já a Amazon viu seus papéis valorizarem mais de 30% desde abril, graças ao crescimento constante de sua divisão de computação em nuvem (AWS), que firmou parcerias estratégicas com empresas do setor de IA, incluindo a Anthropic.

Esses resultados reforçam como a inteligência artificial vem redefinindo o equilíbrio de poder e de riqueza entre os grandes nomes da tecnologia global.


Meta: entre o risco e a revolução

A movimentação da Meta mostra que Zuckerberg está apostando pesado no futuro da IA generativa, visão que pode redefinir a forma como interagimos com o mundo digital.

Porém, o caminho não é isento de riscos. O mercado sinaliza preocupação: o equilíbrio entre inovação e sustentabilidade financeira será o verdadeiro teste para a Meta nos próximos anos.

Enquanto investidores tentam decifrar se os bilhões investidos em IA trarão retorno, uma coisa é clara, a corrida pela liderança tecnológica está mais intensa do que nunca.

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Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.
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