xAI abre código dos modelos Grok e desafia Meta, Google e OpenAI

Renê Fraga
4 min de leitura

✨ Principais destaques:

  • Meta lidera em capacidade de chips H100, mas Elon Musk promete que a xAI vai ultrapassar os concorrentes.
  • xAI abre o código de seus modelos Grok, reforçando a ideia de transparência e confiança.
  • A corrida não é só por poder computacional, mas também por inovação e aplicações reais de IA.

Elon Musk voltou a chamar atenção para o futuro da xAI, sua empresa de inteligência artificial, ao revelar planos ambiciosos: em até cinco anos, a companhia pretende operar o equivalente a 50 milhões de chips Nvidia H100.

Esses chips são hoje o “coração” da IA moderna. Cada unidade é capaz de processar cerca de 900 GB por segundo, algo essencial para treinar e rodar modelos de linguagem gigantescos, que dependem de trilhões de parâmetros.

Não à toa, o H100 virou o item mais cobiçado do setor — e também um dos mais caros, custando mais de 30 mil dólares por unidade.

Atualmente, a xAI já opera cerca de 200 mil H100s em seu data center Colossus, em Memphis, e trabalha na expansão com o Colossus II.

Para efeito de comparação, a OpenAI também roda em torno de 200 mil chips, enquanto a Meta está prestes a disparar na frente, com planos de chegar a 600 mil H100s em breve.

Mais do que chips: a batalha pelo futuro da IA

Apesar da corrida por GPUs, há um detalhe estratégico que pode mudar o jogo: os chips proprietários.

Tanto a Meta, quanto a OpenAI, Google e agora a própria xAI, estão desenvolvendo seus próprios processadores para reduzir a dependência da Nvidia.

O que significa que, mesmo que hoje a Meta pareça estar na dianteira em termos de capacidade bruta, o cenário pode mudar rapidamente.

Musk, por sua vez, deixou claro que sua meta é superar os rivais com uma combinação de escala, velocidade de execução e inovação.

Mas aqui entra um ponto crucial: ter mais poder computacional não garante vitória. O verdadeiro diferencial será transformar essa capacidade em aplicações úteis, parcerias estratégicas e soluções que realmente impactem o mercado.

Transparência ou estratégia de imagem?

Outro anúncio importante foi a decisão de Musk de abrir o código dos modelos Grok, a linha de IAs da xAI.

O Grok 2.5 já foi disponibilizado no Hugging Face, permitindo que qualquer pessoa explore os pesos e processos que alimentam o modelo.

A promessa é que todas as versões futuras do Grok também sejam open source, o que reforça a narrativa de transparência e confiança.

No entanto, há quem questione se essa abertura será completa ou se veremos versões “filtradas” dos modelos, já que o Grok 4, por exemplo, leva em consideração as opiniões do próprio Musk em suas respostas.

Seja como for, esse movimento coloca a xAI em destaque dentro do ecossistema de IA, ao mesmo tempo em que fortalece a imagem de Musk como alguém disposto a desafiar os padrões da indústria.

O que esperar daqui para frente?

A corrida pela supremacia em IA está longe de ser definida.

Enquanto a Meta aposta em escala massiva, a OpenAI busca consolidar parcerias estratégicas, e o Google investe em chips próprios, Musk tenta equilibrar velocidade, transparência e ousadia.

Se a xAI conseguirá ou não alcançar os 50 milhões de H100s, ainda é incerto. Mas uma coisa é clara: a disputa pelo futuro da inteligência artificial nunca esteve tão intensa e Musk não pretende ficar para trás.

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Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.
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