Três anos de ChatGPT: como a inteligência artificial mudou tudo

Renê Fraga
4 min de leitura

Principais destaques:

  • Três anos após seu lançamento, o ChatGPT redefiniu o papel da inteligência artificial na vida cotidiana e na economia global.
  • Empresas e investidores seguem atentos: o impacto do ChatGPT impulsionou tanto o mercado de tecnologia quanto a geopolítica digital.
  • Enquanto uns veem incerteza, outros enxergam um novo horizonte de possibilidades — a era moldada pela IA está apenas começando.

Em 30 de novembro de 2022, a OpenAI apresentou ao mundo um protótipo de assistente virtual que conversava “de maneira natural”. Parecia apenas mais um experimento em aprendizado de máquina.

No entanto, aquele pequeno anúncio deu origem a uma das maiores transformações tecnológicas do século: o ChatGPT.

Hoje, três anos depois, é impossível falar sobre trabalho, educação, mercado financeiro ou criatividade sem que a influência da IA seja mencionada.


Do laboratório à palma da mão

Em apenas meses após o lançamento, o ChatGPT tornou-se um fenômeno mundial. O aplicativo permanece até hoje no topo dos rankings da App Store, superando redes sociais e jogos populares.

O sucesso não veio apenas pela curiosidade, milhões de pessoas descobriram na IA um novo tipo de parceiro para pensar, criar e aprender.

A jornalista e autora Karen Hao descreveu esse momento como o início de uma nova era em que “a OpenAI se tornou mais poderosa do que muitas nações”, influenciando profundamente a geopolítica e a economia digital.

Nas palavras dela, a empresa ajudou a reprogramar nossas estruturas sociais, da educação aos negócios.


A geração do “mundo que o ChatGPT construiu”

O escritor Charlie Warzel, da The Atlantic, definiu bem o sentimento atual: vivemos em “um mundo que o ChatGPT construiu”, um mundo dinâmico, fascinante e, ao mesmo tempo, instável.

Jovens que ingressam no mercado de trabalho se perguntam quais profissões ainda existirão em cinco anos. Profissionais experientes questionam se suas habilidades continuarão relevantes.

Para uns, essa nova realidade desperta medo. Para outros, empolgação. Afinal, como Warzel observa, o ponto central da IA generativa é que ela nunca está em sua forma final, está sempre evoluindo, aprendendo, se transformando.


Quando o mercado se rendeu à IA

O impacto econômico dessa revolução é evidente. De acordo com análises da Bloomberg, o lançamento do ChatGPT desencadeou um efeito dominó no mercado financeiro.

A Nvidia, responsável pelos chips que alimentam o treinamento de modelos de IA, viu o valor de suas ações crescer mais de 900% desde 2022.

Empresas como Microsoft, Apple, Alphabet (Google), Amazon, Meta e Broadcom também surfaram a onda, tornando-se as sete gigantes que hoje moldam o índice S&P 500.

Juntas, elas representam quase metade do crescimento total do mercado desde a estreia do ChatGPT. O resultado é um cenário mais concentrado, em que a tecnologia dita o ritmo da economia global.


💡 Três anos depois, o ChatGPT é mais do que uma ferramenta, é um símbolo de mudança. Ele nos ensinou que conversar com máquinas pode ser poderoso, inspirador e transformador.

E, talvez, estejamos apenas no início de entender o que significa viver em um mundo guiado pela inteligência artificial.

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Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.
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