Startup Humans& levanta US$ 480 milhões e aposta em uma IA que fortalece pessoas, não substitui

Renê Fraga
4 min de leitura

Principais destaques:

  • A Humans&, startup fundada por ex-pesquisadores de grandes laboratórios de IA, arrecadou US$ 480 milhões em rodada seed.
  • A empresa defende uma abordagem de inteligência artificial centrada no ser humano e focada em colaboração.
  • O megainvestimento reforça a tendência de apostas bilionárias em startups criadas por ex-integrantes de gigantes da IA.

A Humans&, uma jovem startup de inteligência artificial com apenas três meses de vida, acaba de levantar US$ 480 milhões em uma rodada seed que avaliou a empresa em US$ 4,48 bilhões.

A filosofia por trás do projeto é clara: a IA deve empoderar pessoas e comunidades, e não substituí-las.

Entre os investidores estão nomes de peso como a Nvidia, o fundador da Amazon Jeff Bezos, além de fundos como SV Angel, GV e a Emerson Collective.

O valor impressionante coloca a Humans& entre as maiores rodadas seed já registradas no setor de inteligência artificial.

Fundadores vindos da elite da IA

O time fundador reúne veteranos de alguns dos laboratórios mais influentes do mundo.

Entre eles está Andi Peng, ex-pesquisador da Anthropic, que trabalhou no treinamento e pós-treinamento de modelos da família Claude.

Georges Harik, sétimo funcionário do Google, também integra o grupo, assim como Eric Zelikman e Yuchen He, ex-pesquisadores da xAI, envolvidos no desenvolvimento do chatbot Grok.

Outro nome de destaque é Noah Goodman, professor de psicologia e ciência da computação da Stanford University. O restante da equipe, com cerca de 20 pessoas, inclui profissionais que passaram por OpenAI, Meta, MIT e outros centros de referência em IA.

Uma nova forma de colaborar com inteligência artificial

A proposta da Humans& é criar softwares que ajudem pessoas a colaborar melhor entre si, algo como uma versão de aplicativos de mensagens potencializada por inteligência artificial.

A empresa quer usar técnicas já existentes de IA de maneiras diferentes, como treinar chatbots para pedir informações aos usuários, armazená-las e utilizá-las de forma contextual no futuro.

Segundo a startup, o objetivo é transformar a IA em um “tecido conectivo” mais profundo dentro de organizações e comunidades.

Para isso, a Humans& aposta em avanços em aprendizado por reforço de longo prazo, sistemas multiagentes, memória e compreensão do usuário, unindo pesquisa científica e desenvolvimento de produto de forma integrada.

Megarodadas seed viram padrão no setor

Apesar do valor expressivo, o aporte na Humans& não é um caso isolado.

O mercado de IA vive um momento em que rodadas seed bilionárias se tornam cada vez mais comuns, especialmente em startups fundadas por ex-integrantes de grandes laboratórios.

Esses investimentos mostram o enorme apetite dos investidores, mas também reforçam que capital e pedigree, por si só, não garantem sucesso imediato.

A trajetória da Humans& agora será observada de perto, como mais um experimento ambicioso em um ecossistema onde expectativas são tão altas quanto os valores envolvidos.

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Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.
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