💬 Principais destaques:
- Sam Altman acredita que, em breve, o chatbot terá mais interações diárias do que todas as pessoas juntas.
- Polêmica no lançamento do GPT-5: mudanças no tom do modelo geraram críticas, levando a OpenAI a reabrir o acesso ao GPT-4o.
- Altman prevê gastos colossais em data centers e novos instrumentos financeiros para sustentar a corrida pela inteligência artificial.
O futuro das conversas: humanos x máquinas
Durante um jantar com jornalistas em São Francisco, Sam Altman, CEO da OpenAI, fez uma afirmação ousada: o ChatGPT está a caminho de se tornar o maior interlocutor do planeta, superando até mesmo a soma de todas as conversas humanas.
Segundo ele, se a curva de crescimento continuar, bilhões de pessoas conversarão diariamente com o chatbot. O que significa que, em algum momento, a quantidade de palavras trocadas com a IA pode ultrapassar a comunicação entre seres humanos.
Altman reconheceu, no entanto, que não é realista esperar que um único estilo de resposta ou personalidade de modelo atenda a todos os usuários.
Por isso, a empresa já trabalha em novas formas de personalização, permitindo que cada pessoa configure a experiência de acordo com suas necessidades.
O lançamento turbulento do GPT-5
O entusiasmo em torno do GPT-5 veio acompanhado de críticas. Muitos usuários sentiram que o novo modelo tinha um tom menos acolhedor e empático do que o esperado.
A situação se agravou quando a OpenAI decidiu encerrar o acesso ao GPT-4o, o que gerou uma onda de insatisfação.Diante da pressão, a empresa voltou atrás e reabriu o acesso ao modelo anterior.
Altman admitiu que a OpenAI subestimou o impacto emocional que mudanças sutis no comportamento da IA poderiam causar. Esse episódio reforça um ponto central: a relação entre humanos e inteligência artificial não é apenas técnica, mas também profundamente emocional.
A forma como a IA “fala” pode determinar se ela será vista como uma parceira confiável ou como uma ferramenta fria e distante.
A bolha da IA e os trilhões em jogo
Questionado sobre a possibilidade de estarmos vivendo uma bolha da inteligência artificial, Altman foi direto: “com certeza”. Mas, segundo ele, isso não significa que a tecnologia não seja transformadora.
Assim como aconteceu na bolha da internet, o excesso de entusiasmo pode conviver com avanços reais e duradouros. O CEO revelou que a OpenAI deve investir trilhões de dólares em data centers nos próximos anos.
Para viabilizar esse movimento, a empresa estuda criar novos instrumentos financeiros, ainda inexistentes no mercado, para captar recursos em escala inédita.
Altman também reconheceu que, assim como no boom das pontocom, haverá vencedores e perdedores. Alguns investidores perderão fortunas, enquanto outros acumularão ganhos históricos.
Ainda assim, ele acredita que, no balanço geral, a inteligência artificial representará um enorme benefício líquido para a economia global.
O discurso de Sam Altman mostra que estamos diante de uma transformação sem precedentes.
O ChatGPT não é apenas uma ferramenta de produtividade ou entretenimento: ele está se tornando parte da forma como nos comunicamos.
Se a previsão de Altman se concretizar, em breve poderemos viver em um mundo onde a maior parte das conversas não será entre humanos, mas entre humanos e máquinas.
Uma mudança que, para muitos, soa tão fascinante quanto assustadora.
