OpenAI vai produzir seu próprio chip de IA em parceria com a Broadcom a partir de 2026

Renê Fraga
4 min de leitura

✨ Principais destaques:

  • Independência estratégica: OpenAI quer reduzir sua dependência da Nvidia e ganhar mais controle sobre sua infraestrutura.
  • Parceria bilionária: Broadcom confirmou um cliente misterioso com pedidos de US$ 10 bilhões — e tudo indica que é a OpenAI.
  • Tendência global: Assim como Google, Amazon e Meta, a OpenAI entra na corrida para criar chips próprios e otimizar seus modelos de IA.

A OpenAI, criadora do ChatGPT, está se preparando para um passo ousado e estratégico: fabricar seus próprios chips de inteligência artificial em colaboração com a Broadcom, a partir de 2026.

A informação foi revelada pelo Financial Times, que ouviu fontes próximas ao projeto.

Essa decisão não é apenas técnica, mas também estratégica. A demanda por poder computacional cresce em ritmo acelerado, e depender exclusivamente da Nvidia, líder no fornecimento de GPUs para IA, se tornou um gargalo.

Ao desenvolver seu próprio chip, a OpenAI busca autonomia, eficiência e, claro, mais previsibilidade em seus custos e operações.


Por que a OpenAI quer seus próprios chips?

O crescimento explosivo da inteligência artificial exige cada vez mais capacidade de processamento.

Modelos como o GPT-4 (e seus sucessores) consomem quantidades gigantescas de energia e hardware especializado.

Até agora, a Nvidia dominava esse mercado, mas a escassez de chips e os altos preços criaram um cenário de vulnerabilidade para empresas que dependem dela.

Ao apostar em um chip próprio, a OpenAI segue o mesmo caminho de gigantes como Google (com o TPU), Amazon (com o Inferentia e Trainium) e Meta, que também investem em soluções internas para rodar seus modelos de IA.


O papel da Broadcom nessa jogada

Durante uma conferência recente, o CEO da Broadcom, Hock Tan, revelou que a empresa havia fechado um contrato de US$ 10 bilhões com um cliente não identificado. Segundo o Financial Times, esse cliente é justamente a OpenAI.

A parceria não é nova: no ano passado, as duas empresas já haviam iniciado conversas sobre o desenvolvimento de um chip de IA.

O que faltava era clareza sobre quando a produção em larga escala começaria e agora temos uma data: 2026.

Importante destacar que esses chips não serão vendidos para o mercado. A OpenAI pretende usá-los exclusivamente em sua própria infraestrutura, fortalecendo sua base tecnológica para sustentar o crescimento de seus modelos.


Impacto no mercado e no futuro da IA

A notícia chega em um momento em que a Broadcom também divulgou resultados financeiros acima das expectativas, o que fez suas ações subirem 4,5% no pós-mercado.

Para os investidores, a confirmação de que a empresa está no centro da corrida da IA é um sinal de confiança.

Para o ecossistema de inteligência artificial, a entrada da OpenAI no desenvolvimento de chips reforça uma tendência clara: os grandes players não querem apenas criar modelos de IA, mas também controlar a base de hardware que os sustenta.

Esse movimento pode acelerar a inovação, reduzir custos e, ao mesmo tempo, aumentar a competição com a Nvidia, que até agora reinava quase sozinha nesse setor.

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Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.
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