OpenAI transforma o ChatGPT em espaço colaborativo com chats em grupo para até 20 pessoas

Renê Fraga
4 min de leitura

Principais destaques:

  • Colaboração em tempo real: agora até 20 pessoas podem conversar com o ChatGPT em uma única janela, unindo inteligência humana e artificial.
  • Privacidade preservada: cada usuário mantém suas configurações e memórias particulares, mesmo em discussões coletivas.
  • Novo passo social da OpenAI: a empresa transforma o ChatGPT em um espaço colaborativo e criativo, indo além do chat individual.

A OpenAI deu um novo passo na jornada de tornar o ChatGPT mais social e coletivo.

A empresa anunciou oficialmente o lançamento global dos chats em grupo, uma funcionalidade que permite que até 20 usuários interajam simultaneamente com o ChatGPT em uma mesma conversa, tanto na web quanto no aplicativo móvel.

Segundo a OpenAI, a ideia é simples, mas poderosa: transformar o chatbot de um assistente pessoal em um colaborador inteligente para grupos de amigos, estudantes, equipes e comunidades que trabalham ou aprendem juntos.


Colaboração inteligente e privacidade garantida

Os chats em grupo chegam acompanhados de um cuidado essencial: a privacidade individual. Mesmo em conversas coletivas, cada participante mantém suas preferências e memórias privadas.

Ou seja, ninguém pode “vasculhar” o histórico ou os ajustes de outro usuário. Quando alguém é adicionado a um grupo já existente, o sistema cria uma nova instância da conversa, protegendo o conteúdo original.

A OpenAI acredita que a novidade vai impulsionar usos variados: desde grupos que planejam viagens, tomam decisões em conjunto, até equipes que fazem pesquisas e coautorias colaborativas de documentos com o apoio do ChatGPT.

Para iniciar uma nova conversa, basta tocar no ícone de pessoas e convidar participantes manualmente ou por meio de um link compartilhável. Cada pessoa pode personalizar um pequeno perfil com nome, foto e identificador.


ChatGPT com novas habilidades sociais

Para lidar melhor com essas interações múltiplas, o ChatGPT foi treinado com comportamentos sociais inéditos.

Ele aprende a perceber o ritmo de uma conversa em grupo, quando deve participar, quando é melhor observar e como reagir de forma mais natural.

Os participantes podem inclusive mencionar “ChatGPT” para chamar a atenção do bot ou usar emojis e referências a fotos de perfil para criar uma experiência mais humana e divertida.

Esse avanço mostra como a OpenAI quer tornar a IA parte ativa das dinâmicas sociais digitais. Com o tempo, a empresa espera que o ChatGPT evolua de um simples “gerador de respostas” para um membro colaborativo de equipes, ajudando pessoas a planejar, criar e agir juntas.


Um novo passo na estratégia social da OpenAI

O lançamento global dos chats em grupo ocorre logo após a chegada do GPT‑5.1, que introduziu versões Instantânea e Pensante do modelo.

Além disso, ele reforça a tendência inaugurada com o Sora, aplicativo social baseado em IA da OpenAI que permite aos usuários criar e compartilhar vídeos com representação digital de si mesmos, algo inspirado em plataformas como o TikTok.

Os chats em grupo funcionam sobre o sistema GPT‑5.1 Auto, capaz de escolher automaticamente a melhor versão do modelo para cada interação. Isso garante mais fluidez em conversas complexas e em tarefas criativas compartilhadas.

A expansão global dessa funcionalidade, após testes bem-sucedidos em países como Japão e Coreia do Sul, mostra o potencial da OpenAI em transformar o ChatGPT de ferramenta individual em uma plataforma de colaboração inteligente, uma verdadeira virada de chave no modo como interagimos com a IA.

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Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.
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