OpenAI testa chats em grupo e aproxima o ChatGPT de uma rede social de IA

Renê Fraga
4 min de leitura

Principais destaques:

  • ChatGPT ganha chats em grupo em um novo teste limitado em quatro países asiáticos.
  • Recurso funciona como uma conversa coletiva com IA, permitindo colaboração entre várias pessoas ao mesmo tempo.
  • Privacidade reforçada e novas “habilidades sociais” do ChatGPT moldam um futuro mais interativo e social para a plataforma.

A OpenAI começou a testar um novo passo na evolução do ChatGPT: os chats em grupo, agora disponíveis de forma piloto no Japão, Nova Zelândia, Coreia do Sul e Taiwan.

A iniciativa abre espaço para uma experiência mais coletiva dentro do app, algo que muitos usuários já vinham imaginando como o próximo estágio natural da inteligência artificial no dia a dia.

De maneira simples, a novidade permite que várias pessoas conversem com o ChatGPT em uma mesma janela, criando um ambiente colaborativo capaz de unir ideias, resolver problemas e organizar projetos.

Segundo a OpenAI, essa fase inicial é fundamental para entender como grupos reais interagem com a IA e que caminhos essa funcionalidade pode seguir no futuro.


Como os chats em grupo funcionam

A nova ferramenta está disponível para usuários Free, Plus e Team, tanto no celular quanto no computador. Criar um grupo é rápido: basta tocar no ícone de pessoas, adicionar participantes ou compartilhar um link. Cada grupo pode ter de 1 a 20 membros.

Há alguns detalhes curiosos no funcionamento:

  • Se você adicionar alguém a um bate-papo já existente, o app cria um novo grupo, preservando a conversa original.
  • Cada grupo ganha um pequeno perfil próprio, e todas as conversas ficam organizadas em uma barra lateral com etiquetas.
  • As conversas seguem o mesmo fluxo natural do ChatGPT, mas agora com várias vozes humanas dividindo o espaço.

O modelo padrão dos grupos usa o GPT-5.1 Auto, com acesso a busca, geração de imagens, upload de arquivos, ditado por voz e outras funções já conhecidas.

Um ponto importante: os limites de uso só valem quando o ChatGPT responde, não quando os participantes humanos conversam entre si.


Privacidade e segurança: regras claras para o coletivo

A OpenAI fez questão de reforçar que os chats individuais e as memórias pessoais continuam totalmente privadas. Já nos grupos:

  • A entrada é somente por convite.
  • Qualquer participante pode sair quando quiser.
  • A maioria dos membros pode remover outras pessoas, mas o criador do grupo só sai se desejar, ninguém pode expulsá-lo.
  • Usuários menores de 18 anos recebem camadas extras de proteção, incluindo filtros de conteúdo e controles parentais.

Essas regras visam criar um ambiente seguro e confortável para interações coletivas, especialmente em um espaço onde a IA é parte ativa da conversa.


ChatGPT ganha “habilidades sociais” específicas para grupos

Um dos aspectos mais interessantes do lançamento é que o ChatGPT aprendeu novas dinâmicas sociais para esse modo coletivo.

Agora, ele sabe quando deve participar e quando é melhor apenas observar. Para chamá-lo, basta marcar “ChatGPT”.

Além disso, a IA:

  • reage com emojis,
  • analisa fotos de perfis para gerar imagens personalizadas,
  • e entende melhor o comportamento do grupo, deixando a conversa mais natural e fluida.

Essa evolução reforça o movimento da OpenAI em direção a uma experiência cada vez mais social, quase como uma plataforma híbrida entre mensageria, produtividade e criatividade assistida.

E isso não vem do nada. Recentemente, a empresa lançou o Sora 2, um app independente com feed no estilo TikTok para compartilhar vídeos gerados por IA, recomendação algorítmica, mensagens diretas e controles parentais.

Os chats em grupo parecem ser mais uma peça desse quebra-cabeça, uma expansão do ecossistema social da OpenAI.

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Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.
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