✨ Principais destaques:
- OpenAI deve reduzir de 20% para 8% a fatia de receita repassada à Microsoft e parceiros comerciais.
- A mudança pode representar mais de US$ 50 bilhões adicionais em receita retida pela própria OpenAI até o fim da década.
- O novo acordo abre caminho para que a empresa se estruture como for-profit, sem abandonar suas raízes ligadas à missão sem fins lucrativos.
Nos últimos anos, a relação entre OpenAI e Microsoft se consolidou como uma das mais importantes do ecossistema de tecnologia.
Mas 2025 marca um novo capítulo dessa parceria: segundo informações apuradas pelo The Information e divulgadas pela Reuters, a OpenAI está negociando para reduzir significativamente a porcentagem de receita que compartilha com sua principal parceira de infraestrutura.
Atualmente, a fatia que vai para a Microsoft gira em torno de 20%, mas a expectativa é que, até o final da década, esse número caia para apenas 8%, liberando uma diferença colossal de bilhões de dólares para a própria OpenAI reinvestir em inovação.
O impacto financeiro: um salto de US$ 50 bilhões
O que parece ser apenas uma porcentagem esconde uma transformação financeira enorme.
A diferença entre os 20% atuais e os 8% projetados pode liberar mais de US$ 50 bilhões em receita acumulada para a OpenAI.
Esse dinheiro teria potencial para acelerar pesquisas, ampliar equipes dedicadas à segurança da IA e criar novos produtos disruptivos, algo que poderia redefinir não só o mercado, mas também a forma como as pessoas interagem com inteligência artificial no dia a dia.
Ainda não está claro se esse valor é calculado como um total acumulado ao longo dos anos ou se poderia ser analisado como receita anual.
Mas, de qualquer forma, os números mostram o peso estratégico dessa renegociação.
A negociação por infraestrutura: servidores da Microsoft no jogo
Outro ponto em pauta é quanto a OpenAI pagará para continuar usando os servidores da Microsoft.
A parceria entre as empresas não se resume ao lado financeiro; grande parte da capacidade de processamento que mantém modelos como o GPT roda em data centers da gigante de Redmond.
Com a redefinição do contrato, a discussão passa a incluir não só a fatia de participação sobre a receita, mas também condições mais flexíveis para acesso a essa infraestrutura crítica, essencial para manter a escalabilidade e confiabilidade da IA em escala global.
Reestruturação: de “nonprofit” a “empresa lucrativa”
Um detalhe que chama atenção no anúncio é que a Microsoft e a OpenAI já assinaram um acordo não vinculante que abre espaço para a empresa se transformar.
Até agora, a OpenAI operava num modelo híbrido: braço sem fins lucrativos que controla uma operação com fins de lucro limitado.
Mas a nova fase tende a reposicionar a companhia claramente como for-profit.
Ainda assim, há um compromisso público: segundo Bret Taylor, presidente do conselho da entidade sem fins lucrativos da OpenAI, essa estrutura continuará recebendo um montante expressivo, mais de US$ 100 bilhões ao longo do tempo, ligados a uma avaliação buscada de US$ 500 bilhões no mercado privado.
O que faria da organização uma das entidades sem fins lucrativos mais bem financiadas do planeta.
O que isso significa para o futuro da IA
A renegociação marca um divisor de águas para a indústria. A OpenAI passa a ter mais poder de decisão sobre seus próprios recursos, sem abrir mão do fornecimento tecnológico da Microsoft.
A parceria se transforma, mas não se rompe, na verdade, pode indicar uma nova fase, onde as duas empresas alinham seus interesses de longo prazo.
Para quem acompanha o setor, a mensagem é clara: a disputa por capital, infraestrutura e controle será tão decisiva quanto os avanços tecnológicos em si.
