OpenAI é acusada de usar IA concorrente e tem acesso bloqueado pela Anthropic

Renê Fraga
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Uma situação inusitada e um tanto polêmica está movimentando os bastidores do mundo da inteligência artificial: a Anthropic, empresa responsável pelo modelo Claude, cortou o acesso da OpenAI às suas APIs.

A decisão teria sido motivada por uma suposta violação dos termos de uso por parte da criadora do ChatGPT.

De acordo com fontes ouvidas pela revista Wired, a OpenAI estava utilizando ferramentas internas do Claude, não apenas a interface de conversa, para comparar e testar o desempenho do GPT-5, seu novo modelo previsto para ser lançado em agosto.

Esses testes envolviam desde tarefas de programação e escrita criativa até questões delicadas como conteúdo sensível, automutilação e difamação, tudo com o objetivo de ajustar e melhorar a nova versão do GPT.

O problema, segundo a Anthropic, é que esse tipo de uso fere as regras comerciais da empresa, que proíbem expressamente o uso de seus serviços para desenvolver produtos concorrentes.

Nos termos de serviço, há uma cláusula clara: é proibido acessar a plataforma com a intenção de criar ou treinar modelos de IA concorrentes, a menos que haja autorização formal da empresa.

A OpenAI, por sua vez, se defendeu dizendo que testes cruzados entre modelos são uma prática comum na indústria, e que todas as grandes empresas fazem isso como parte de seus processos de benchmark e segurança.

Apesar disso, a companhia reconheceu a decisão da Anthropic, mas demonstrou frustração, destacando que o acesso da Anthropic às APIs da OpenAI continua aberto.

Segundo um porta-voz, o acesso poderá ser restabelecido futuramente, mas apenas para fins de avaliação técnica e segurança.

Essa não é a primeira vez que a Anthropic corta o acesso à sua API. Em junho, a empresa também bloqueou o Windsurf após rumores de que ele seria vendido para a OpenAI, o que acabou não se concretizando.

Além disso, a Anthropic anunciou recentemente mudanças em seus limites de uso da API, alegando que alguns usuários estariam compartilhando ou revendendo o acesso ao Claude, o que também viola suas políticas.

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Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.
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