✨ Principais destaques:
- Êxodo da Apple: OpenAI está recrutando veteranos de alto escalão da gigante de Cupertino.
- Nova ambição: A empresa não quer só software — seu foco agora é criar dispositivos de IA inovadores.
- Choque de titãs: Apple e OpenAI vivem uma relação de dependência e rivalidade, com tensões crescentes.
O êxodo silencioso: Apple perde talentos para seu antigo aliado
O mercado de tecnologia ganhou mais um capítulo digno de filme: a OpenAI, conhecida por estar na vanguarda da inteligência artificial, está drenando talentos da Apple em busca de um sonho ousado: construir hardware próprio.
O movimento é liderado por Tang Tan, ex-executivo da Apple com 25 anos de casa, responsável por transformar as ideias de Jony Ive em produtos que se tornaram ícones globais.
Agora, no comando do design de hardware da OpenAI, ele promete menos burocracia e mais liberdade criativa.
A proposta é tentadora: pacotes de ações que ultrapassam US$ 1 milhão e a chance de trabalhar em algo “maior que o próximo iPhone”.
Entre os nomes já conquistados estão Cyrus Daniel Irani, ex-time de interface humana da Apple, Erik de Jong, que ajudou a desenhar o Apple Watch, e Matt Theobald, com 17 anos de experiência em design de manufatura na empresa.
Tan conseguiu formar um esquadrão de veteranos que conhecem a Apple por dentro e agora trabalham para a concorrência mais ousada do mercado.
Recriando a “máquina Apple”: fornecedores estratégicos na mira
Mas a fuga de cérebros é só metade da estratégia. A OpenAI também tenta se apoiar na mesma engrenagem que fez da Apple uma potência: sua complexa cadeia de fornecedores na Ásia.
Segundo fontes, Luxshare, que monta iPhones e AirPods, já fechou acordo para fabricar um dispositivo da OpenAI. E Goertek, responsável por módulos de áudio, também está na mira.
Ou seja, a empresa está tentando acelerar em poucos anos um processo que levou décadas para a Apple consolidar.
Os produtos em estudo vão de um alto-falante inteligente sem tela a óculos futuristas, gravadores de voz digitais e até um dispositivo wearable em formato de pin. O lançamento, se tudo correr como planejado, está previsto para entre 2026 e 2027.
Apple em alerta: parceiro ou rival?
Para a Apple, a situação é tão séria que chegou a cancelar um evento corporativo na China, temendo novas deserções em massa.
O receio é compreensível: mais de 70% do faturamento da empresa ainda depende de dispositivos físicos.
Se o hardware movido por IA “de primeira geração” vingar, Cupertino pode ter mais a perder do que parece.
O dilema é curioso: Apple e OpenAI continuam parceiras em algumas frentes. Desde 2024, modelos da OpenAI impulsionam recursos da Siri e aplicativos de imagens nos dispositivos da Apple.
Há até conversas para dar um salto ainda maior no assistente de voz. Ao mesmo tempo, a OpenAI está minando seu maior trunfo, o time humano e a cadeia de fabricação.
Historicamente, a Apple venceu pela integração perfeita entre hardware e software, com chips da série A e M que rivais não conseguiam igualar.
Mas no novo ciclo tecnológico, quem pode sair na frente não será quem domina o alumínio ou o design ultrafino e sim quem cria a melhor inteligência artificial embarcada em dispositivos do dia a dia.
O que está em jogo
Se a OpenAI conseguir juntar seu know-how em IA com a disciplina de design herdada da Apple, o mercado pode assistir a um dos movimentos mais explosivos da década.
O risco? Forçar a Apple a reinventar-se novamente ou perder terreno em sua área mais lucrativa.
Para quem acompanha o setor, estamos diante de um ponto de virada: o hardware pode deixar de ser apenas um meio para rodar softwares e se tornar a própria encarnação da IA no mundo físico.
