OpenAI cresce além das previsões: Altman revela receita acima de US$ 13 bilhões

Renê Fraga
5 min de leitura

Principais Destaques:

  • Receita recorde: Sam Altman revelou que a OpenAI já ultrapassa US$ 13 bilhões em receita anual — e esse número pode ser ainda maior do que o estimado.
  • Confiança no futuro: Apesar de compromissos trilionários em infraestrutura, o CEO mostrou segurança no crescimento da empresa, sugerindo uma trajetória ainda mais acelerada que a prevista por analistas.
  • Parceria sólida: A Microsoft reafirmou total apoio à OpenAI, destacando que os resultados superaram todas as expectativas iniciais de investimento.

Durante uma participação marcante no podcast Bg2, em 1º de novembro, Sam Altman, CEO da OpenAI, deixou claro que o momento da empresa é de solidez e ambição.

Em tom firme e até um pouco emocional, Altman revelou que a receita anual da OpenAI é “bem maior” que os US$ 13 bilhões amplamente divulgados.

Questionado sobre os custos massivos com infraestrutura de computação — estimados em mais de US$ 1 trilhão na próxima década, o executivo rebateu críticas com energia rara em suas aparições públicas.

O diálogo ao lado de Satya Nadella, CEO da Microsoft, capturou um retrato autêntico de um líder sob escrutínio, determinado a defender o modelo de negócio e o futuro da IA generativa.


Um CEO sob pressão, mas com convicção crescente

O tom direto de Altman surgiu após provocação do apresentador Brad Gerstner, que questionou se a OpenAI teria fôlego financeiro para sustentar tamanha expansão em infraestrutura, especialmente considerando os US$ 250 bilhões previstos apenas em serviços do Microsoft Azure.

Visivelmente irritado, Altman respondeu com ironia e convicção: “Estamos gerando uma receita bem maior do que isso. Se quiser vender suas ações, arrumo um comprador.”

Essa postura mais combativa mostra que o CEO está cansado das especulações em torno de uma eventual “bolha” da OpenAI e quer deixar claro que a empresa está, de fato, no caminho certo.

Poucos momentos depois, ao ser questionado sobre a possibilidade de a OpenAI alcançar US$ 100 bilhões em receita até 2028 ou 2029, Altman respondeu sem hesitar: “Que tal 2027?”.

A frase, embora breve, revela o grau de confiança na aceleração de receita e o ritmo agressivo que a companhia acredita poder manter.


Microsoft reforça confiança e descarta IPO no curto prazo

Enquanto Altman expressava sua frustração com as críticas, Satya Nadella reagia com risos e aprovações.

O CEO da Microsoft garantiu que a OpenAI ultrapassou todas as metas inicialmente traçadas, reforçando a força da parceria.

A gigante de Redmond já investiu cerca de US$ 13 bilhões, o que lhe rendeu 27% de participação, hoje avaliada em aproximadamente US$ 135 bilhões, após a mais recente reorganização da OpenAI.

Apesar da especulação do mercado, Altman negou qualquer plano concreto de abrir capital no momento.

“Não temos uma data em mente, nem decisão do conselho para isso”, afirmou. Para ele, a prioridade agora é consolidar o crescimento antes de qualquer movimento público.

Ainda assim, rumores apontam que a OpenAI pode estar discretamente se preparando para um IPO histórico, possivelmente avaliado em US$ 1 trilhão até o fim de 2026 — algo que redefiniria o mercado tecnológico global, caso se confirme.


Uma nova era de confiança e ambição na era da IA

Por trás das declarações duras, há uma mensagem clara: a OpenAI quer ser lembrada não apenas como pioneira em inteligência artificial, mas como uma das empresas mais financeiramente resilientes da próxima década.

A fala de Altman deixa entrever um ponto crucial: a OpenAI não é mais uma startup experimental.

É uma gigante em plena expansão, sustentada por parcerias estratégicas, produtos amplamente adotados e uma visão que mistura ousadia técnica e autoconfiança empresarial.

Com a IA se tornando o motor central da economia digital, cada passo da OpenAI reverbera em escala global. E, se depender do tom de Altman, a jornada rumo ao futuro promete ser ainda mais veloz do que qualquer previsão atual.

Seguir:
Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.
Nenhum comentário