OpenAI apresenta o GPT-5.1-Codex-Max: o novo cérebro para tarefas longas de programação

Renê Fraga
5 min de leitura

Principais destaques (Takeaways)

  • Disponível agora no ecossistema OpenAI, com uso interno massivo entre engenheiros e acesso ampliado para usuários do ChatGPT Plus, Pro, Business, Edu e Enterprise.
  • O novo GPT-5.1-Codex-Max promete revolucionar tarefas longas de programação, mantendo coerência em milhões de tokens com uma técnica inédita de “compactação contextual”.
  • Desempenho surpreendente: resultado superior ao Gemini 3 Pro em benchmarks técnicos, além de ser até 42% mais rápido e 30% mais eficiente no uso de tokens.

A OpenAI revelou sua inteligência artificial voltada para desenvolvimento de software, o GPT-5.1-Codex-Max, que chega como a mais recente evolução da linha Codex, a família de modelos especializados em entender, gerar e manter código de maneira inteligente e independente.

O anúncio surge um dia após o Google revelar o Gemini 3 Pro, reacendendo a rivalidade tecnológica entre as duas gigantes que disputam o coração (e o teclado) dos desenvolvedores.

A OpenAI posiciona o Codex-Max como seu novo modelo-padrão integrado a todas as plataformas Codex, substituindo oficialmente o GPT-5.1-Codex.


Um salto técnico: compactação e coerência em milhões de tokens

O grande destaque do GPT-5.1-Codex-Max é sua técnica de “compactação contextual”, um avanço arquitetônico que permite ao modelo trabalhar de forma contínua em tarefas que duram horas — ou até dias — sem perder o fio das instruções.

Essa compactação funciona como uma memória inteligente: quando o modelo atinge o limite de sua janela de contexto, ele “comprime” automaticamente o histórico da sessão, mantendo apenas o essencial.

O resultado é uma IA capaz de lembrar, raciocinar e revisar código em longas sessões, algo que antes exigia múltiplas reiterações ou segmentações de tarefas.

Segundo o portal The Decoder, trata-se do primeiro modelo nativamente treinado para operar através de múltiplas janelas de contexto por meio desse processo de compactação dinâmica — uma novidade que redefine a forma como a IA lida com projetos de grande escala.


Benchmarks e ganhos de eficiência impressionantes

O GPT-5.1-Codex-Max mostrou desempenho superior em diversas métricas-padrão de engenharia de software:

  • 77,9% de precisão no SWE-Bench Verified, à frente dos 76,2% do Gemini 3 Pro;
  • 79,9% no SWE-Lancer IC SWE, comparado a 66,3% do modelo anterior da OpenAI;
  • 58,1% no TerminalBench 2.0, consolidando-se como um dos melhores resultados já medidos.

Mas os números não param por aí. Em testes internos, o modelo utiliza cerca de 30% menos tokens e finaliza tarefas reais entre 27% e 42% mais rápido do que seu antecessor.

Segundo a ZDNET, essa eficiência pode trazer um efeito bem prático para usuários do ChatGPT Plus: mais tempo útil de codificação antes de atingir os limites diários de uso.

Em outras palavras, o GPT-5.1-Codex-Max não apenas entende melhor o que faz, ele faz mais, e em menos tempo.


Disponibilidade e adoção: o Codex já é parte do cotidiano dos engenheiros

O novo modelo já está disponível para usuários do ChatGPT Plus, Pro, Business, Edu e Enterprise por meio da plataforma Codex.

A OpenAI afirma que o acesso via API será liberado em breve, ampliando o alcance para equipes de desenvolvimento e empresas que desejam integrar o Codex-Max em seus próprios fluxos de trabalho.

Outro ponto relevante: esta é a primeira versão otimizada para ambientes Windows, o que democratiza ainda mais seu uso.

Nos bastidores, o entusiasmo é notável. Hoje, 95% dos engenheiros da OpenAI utilizam o Codex semanalmente, e o número de pull requests mesclados aumentou em 70% desde a adoção massiva da ferramenta.

O que demonstra um ciclo virtuoso: quanto mais os engenheiros utilizam o Codex, mais ele aprende e melhora — e quanto melhor ele fica, mais essencial se torna.

Por segurança, a OpenAI garante que o GPT-5.1-Codex-Max opera em ambientes isolados (sandboxed), com acesso à rede desabilitado por padrão, uma medida que reduz o risco de injeções de prompt e vazamentos de dados, garantindo um uso responsável e controlado da tecnologia.

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Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.
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