OpenAI aposenta modelos antigos do ChatGPT e força adoção do GPT-5

Renê Fraga
3 min de leitura

🧠 Principais destaques:

  • OpenAI está substituindo todos os modelos antigos do ChatGPT pelo novo GPT-5.
  • Usuários comuns perdem acesso ao GPT-4o, o3 e outros, enquanto empresas ainda podem usar as versões antigas via API.
  • A mudança causou reações emocionais e preocupações com fluxos de trabalho baseados nos modelos antigos.

Em um movimento que pegou muitos usuários de surpresa, a OpenAI anunciou que o novo GPT-5 será o único modelo disponível no ChatGPT, substituindo completamente os anteriores, como o GPT-4o, o3 e variações do o4.

A empresa afirmou que a mudança busca simplificar a experiência dos usuários, evitando que eles precisem escolher manualmente o modelo mais adequado para cada tarefa.

A transição já começou para os planos Free, Plus, Pro e Team, restando apenas os planos Enterprise e Edu com acesso temporário aos modelos antigos por mais 60 dias.

Uma decisão que mexe com hábitos e rotinas

A notícia gerou reações intensas entre usuários fiéis do ChatGPT, muitos dos quais haviam desenvolvido preferências específicas e rotinas baseadas no comportamento dos modelos anteriores.

O GPT-4o, em especial, era o modelo padrão e conquistou uma base sólida de adeptos por sua velocidade e versatilidade.

Alguns relataram que a mudança afeta desde fluxos de trabalho profissionais até tarefas cotidianas, como planejar viagens ou gerar ideias de presentes.

Houve até quem sentisse uma espécie de “conexão” emocional com o modelo, tornando o anúncio ainda mais impactante.

GPT-5 unifica o uso e atende à promessa de Altman

A OpenAI já havia sinalizado mudanças nesse sentido. Em fevereiro, o CEO Sam Altman admitiu que a variedade de modelos no seletor do ChatGPT estava gerando confusão.

A promessa era unificar a experiência e agora isso se concretiza com a chegada do GPT-5, que promete ser mais completo e adaptável.

Rumores recentes indicavam que a empresa trabalhava em um roteador automático de modelos, que escolheria o modelo ideal com base na tarefa, mas a opção escolhida foi mais radical: eliminar completamente os legados.

APIs corporativas continuam funcionando com os modelos antigos

Apesar da mudança drástica para usuários comuns, a OpenAI tranquilizou empresas que utilizam os modelos via API: por enquanto, não há planos de descontinuar as versões antigas nesse formato.

O que significa que soluções corporativas construídas com base no GPT-4o ou nos modelos de raciocínio seguirão funcionando normalmente. A empresa também prometeu avisar com antecedência caso decida mudar essa política.

Em muitos casos, empresas avaliam regularmente os modelos utilizados para equilibrar desempenho e custo e a manutenção das APIs garante que não será preciso agir às pressas.

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Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.
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