OpenAI apoia o primeiro longa-metragem de animação gerado por IA

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques:

  • 🎬 OpenAI entra em Hollywood: estúdio por trás do ChatGPT apoia a criação de um longa-metragem de animação feito majoritariamente com inteligência artificial.
  • 🦉 “Critterz” estreia em Cannes: a produção, que envolve floresta, criaturas e aventura, deve ser finalizada em apenas nove meses, um prazo considerado recorde para o setor.
  • 💰 Orçamento revolucionário: com menos de US$ 30 milhões, o custo é uma fração do que se gasta em animações tradicionais — e pode mudar para sempre como o cinema é produzido.

OpenAI dá um passo ousado em direção ao cinema

Depois de transformar o modo como interagimos com tecnologia, a OpenAI agora quer deixar sua marca em uma das indústrias mais apaixonantes do mundo: o cinema.

Segundo o Wall Street Journal, a empresa está apoiando a produção de um filme de animação chamado “Critterz”, que será desenvolvido em larga escala com ferramentas de inteligência artificial, incluindo GPT-5 e modelos de geração de imagens e vídeos.

A aposta é arriscada, mas ambiciosa: levar a inovação tecnológica para um terreno onde a imaginação sempre foi a principal protagonista.


Um filme feito por máquinas e humanos

“Critterz” conta a história de criaturas da floresta que precisam se unir quando um estranho ameaça sua vila.

A narrativa está sob os cuidados de parte da equipe responsável pelo roteirinho do carismático “Paddington in Peru”.

O projeto reúne talentos de diferentes frentes:

  • Chad Nelson, criativo da própria OpenAI, lidera a ideia.
  • A produção fica com a londrina Vertigo Films e a californiana Native Foreign, especializada em conteúdos aprimorados por IA.
  • Os personagens terão vozes humanas, mas suas formas, rostos e movimentos serão moldados por inteligência artificial a partir de esboços iniciais.

O cronograma é ousado: apenas nove meses de desenvolvimento para chegar ao Festival de Cannes em 2026. Em comparação, uma animação tradicional costuma consumir 3 a 5 anos de produção.


O choque entre inovação e resistência

Apesar do entusiasmo, a chegada da IA ao cinema também desperta polêmica. Para parte da indústria criativa, há um dilema em andamento:

  • Produtores temem que parte do público veja esses filmes como “artificiais” ou “sem alma”.
  • Atores e roteiristas levantam bandeiras por proteção legal, receosos de que a IA possa reduzir empregos e oportunidades.
  • Grandes estúdios de mídia, como Disney e Universal, já travam batalhas judiciais contra empresas de IA, alegando uso indevido de material protegido por direitos autorais.

Enquanto o setor debate, um dado chama atenção: o orçamento de “Critterz” não deve ultrapassar US$ 30 milhões, menos da metade do que grandes produções animadas custam.

O que pode redesenhar a competição na indústria com IA barateando e acelerando processos que antes eram gigantescos.

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Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.
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