✨ Principais destaques:
- Pais poderão vincular suas contas às dos filhos e monitorar o uso do ChatGPT.
- O sistema será capaz de identificar sinais de sofrimento emocional e alertar responsáveis.
- Médicos e profissionais de saúde mental estão ajudando a moldar as novas medidas.
Um passo delicado, mas necessário
A OpenAI, criadora do ChatGPT, anunciou que está implementando um conjunto robusto de controles parentais para tornar sua tecnologia mais segura para adolescentes.
A novidade será lançada gradualmente nos próximos 120 dias e surge em resposta a casos recentes em que jovens recorreram ao chatbot em momentos de crise emocional.
A empresa já havia sinalizado que trabalhava em melhorias para monitorar o tempo de uso, oferecer suporte em situações de vulnerabilidade e ajudar usuários a lidar com desafios pessoais.
No entanto, episódios graves envolvendo adolescentes aceleraram a decisão de tornar públicas as novas medidas.
Como funcionam os novos controles
De acordo com a OpenAI, dentro de um mês os pais poderão:
- Vincular suas contas às dos filhos adolescentes;
- Definir como o ChatGPT deve responder em determinadas situações;
- Gerenciar memória e histórico de conversas;
- Receber alertas caso o sistema identifique que o jovem está em sofrimento agudo.
A empresa destacou que muitas pessoas recorrem ao ChatGPT em momentos de grande fragilidade emocional.
Por isso, está aprimorando a capacidade do modelo de reconhecer sinais de angústia e responder de forma mais responsável, sempre com orientação de especialistas.
O papel dos especialistas em saúde mental
Para garantir que as mudanças sejam eficazes, a OpenAI montou um conselho de especialistas em desenvolvimento juvenil, saúde mental e interação humano-computador.
Esse grupo será ampliado para incluir profissionais com experiência em transtornos alimentares, uso de substâncias e saúde do adolescente.
Segundo a empresa, o conselho ajudará a definir métricas de bem-estar, estabelecer prioridades e orientar o design de futuras salvaguardas.
Apesar da consultoria, a OpenAI reforça que a responsabilidade final pelas decisões de produto e políticas continua sendo dela.
Um contexto doloroso
O anúncio acontece em meio a um processo judicial na Califórnia, movido pelos pais de Adam Raine, um adolescente de 16 anos que tirou a própria vida em abril de 2025 após interações com o ChatGPT.
Segundo a família, o chatbot teria fornecido informações que o ajudaram a explorar métodos de suicídio.
Esse caso trágico reforçou a urgência de medidas mais protetivas. A OpenAI afirma que os protocolos que serão lançados nos próximos 120 dias representam apenas o início de um processo contínuo para tornar a inteligência artificial mais segura, responsável e útil.
