✨ Principais destaques:
- Novo modelo de IA inspirado no cérebro humano: chamado de Hierarchical Reasoning Model (HRM), ele imita a forma como diferentes regiões cerebrais processam informações em múltiplas escalas de tempo.
- Eficiência surpreendente: com apenas 27 milhões de parâmetros e 1.000 exemplos de treino, o HRM já supera grandes modelos de linguagem em benchmarks de raciocínio.
- Um contraste impressionante: enquanto o GPT-5 pode ter até 5 trilhões de parâmetros, o HRM alcança resultados melhores em certas tarefas com uma fração dos recursos.
Uma IA que pensa como o cérebro humano
Pesquisadores da empresa Sapient, em Singapura, anunciaram um avanço que pode mudar a forma como entendemos a inteligência artificial.
Eles desenvolveram o Hierarchical Reasoning Model (HRM), um sistema que não apenas processa linguagem, mas raciocina de maneira mais próxima ao funcionamento do cérebro humano.
A inspiração veio da forma como diferentes áreas do cérebro integram informações em escalas de tempo variadas, de milissegundos a minutos.
Essa arquitetura hierárquica permite que o HRM organize e conecte ideias de forma mais natural, algo que os grandes modelos de linguagem (LLMs), como o ChatGPT, ainda enfrentam dificuldades em reproduzir.
Menos é mais: eficiência que impressiona
O que mais chama atenção é a eficiência do HRM. Enquanto os LLMs atuais precisam de bilhões ou até trilhões de parâmetros para alcançar bons resultados, o HRM funciona com apenas 27 milhões de parâmetros e 1.000 exemplos de treino.
Para efeito de comparação, estimativas sugerem que o GPT-5 pode ter entre 3 e 5 trilhões de parâmetros. Mesmo assim, em benchmarks de raciocínio, considerados um dos maiores desafios para IA, o HRM conseguiu superar modelos muito maiores.
Esse feito sugere que o futuro da IA pode não estar apenas em “modelos gigantes”, mas em arquiteturas mais inteligentes e inspiradas na biologia.
O que isso significa para o futuro da IA?
Se confirmado por revisões científicas e testes independentes, o HRM pode abrir caminho para uma nova geração de inteligências artificiais: mais leves, mais rápidas e mais próximas da forma como nós pensamos.
O que também levanta uma questão importante: será que estamos entrando em uma era em que qualidade de raciocínio será mais valorizada do que quantidade de dados e parâmetros?
Para a comunidade de IA, esse avanço é um lembrete poderoso de que a inspiração no cérebro humano ainda guarda segredos valiosos para o desenvolvimento de máquinas realmente inteligentes.
