Principais destaques
- Elon Musk afirmou que um celular Starlink não está fora de cogitação, embora fosse muito diferente dos smartphones atuais
- A proposta seria um dispositivo otimizado para inteligência artificial local, com foco máximo em eficiência energética
- A ideia reforça a visão de Musk de que celulares tradicionais podem se tornar obsoletos nos próximos anos
Elon Musk voltou a movimentar o debate sobre o futuro dos smartphones ao admitir que um celular da marca Starlink pode, sim, existir em algum momento.
A declaração foi feita em uma interação pública na rede social X e chamou atenção pelo conceito apresentado: um aparelho radicalmente distinto dos modelos atuais, pensado quase exclusivamente para rodar redes neurais com alta eficiência por watt.
Embora não tenha anunciado um produto concreto, o comentário reforça uma visão que Musk vem defendendo com cada vez mais clareza: a de que o smartphone como conhecemos está perto de um ponto de ruptura, especialmente diante do avanço acelerado da inteligência artificial.
Um celular pensado para IA, não para apps
Ao comentar a ideia de um “Starlink phone”, Musk deixou claro que não se trataria de um smartphone convencional. Segundo ele, o dispositivo seria otimizado puramente para executar redes neurais, priorizando Unidades de Processamento Neural e tarefas de IA rodando localmente.
Na prática, isso significaria abrir mão de elementos hoje centrais nos celulares, como foco em redes sociais, entretenimento ou câmeras avançadas.
A proposta se aproxima mais de um nó de computação de borda, capaz de processar inteligência artificial com baixo consumo energético e alta performance.
Esse tipo de aparelho poderia se beneficiar diretamente da infraestrutura de satélites da Starlink, oferecendo conectividade sem depender de redes celulares tradicionais, algo alinhado à estratégia da SpaceX.
A visão de obsolescência dos smartphones
A fala recente está em sintonia com previsões feitas por Musk em 2025, durante sua participação no The Joe Rogan Experience. Na ocasião, ele afirmou que os smartphones tradicionais poderiam se tornar obsoletos em cinco ou seis anos.
Segundo Musk, os dispositivos do futuro funcionariam como interfaces de hardware extremamente leves, conectadas a uma inteligência poderosa baseada em servidores.
Nesse cenário, aplicativos e até sistemas operacionais deixariam de existir como conhecemos hoje, sendo substituídos por interações diretas com modelos de IA.
Essa abordagem dialoga também com o avanço de projetos como a xAI e o desenvolvimento de sistemas cada vez mais autônomos e contextuais.
Entre resistência histórica e novo interesse
Apesar do entusiasmo atual, Musk já se mostrou fortemente contrário à ideia de fabricar um telefone.
Em 2024, chegou a dizer publicamente que a simples ideia de fazer um smartphone lhe causava repulsa, citando a complexidade e o esforço industrial envolvidos.
Ainda assim, ele já admitiu que empresas como a Tesla poderiam considerar um telefone caso plataformas como Apple ou Google passassem a agir como guardiãs excessivas do ecossistema de aplicativos. A discussão ganhou força especialmente após a compra do antigo Twitter, hoje X, por Musk.
Agora, ao menos no discurso, a possibilidade retorna com um foco menos comercial e mais conceitual, centrado em inteligência artificial, eficiência energética e independência de plataformas tradicionais.
