Meta fecha parceria com a Midjourney para avançar em modelos de IA de imagens e vídeos

Renê Fraga
4 min de leitura

✨ Principais destaques:

  • Meta une forças com a Midjourney para integrar sua tecnologia de geração de imagens e vídeos em futuros produtos.
  • Acordo estratégico fortalece a corrida da Meta na IA, colocando-a frente a frente com gigantes como OpenAI, Google e Black Forest Labs.
  • Midjourney mantém independência, mesmo após conversas sobre uma possível aquisição pela Meta.

A Meta anunciou uma parceria inédita com a Midjourney, startup que se tornou referência mundial em geração de imagens por inteligência artificial.

O acordo, revelado por Alexandr Wang, Chief AI Officer da Meta, foi divulgado em uma publicação no Threads e promete levar a tecnologia da Midjourney para dentro dos próximos modelos e produtos da empresa de Mark Zuckerberg.

Segundo Wang, a estratégia da Meta é clara: combinar talentos de ponta, infraestrutura de computação ambiciosa e colaborações com os melhores players do setor.

Em outras palavras, a empresa não quer deixar nenhuma peça de fora no tabuleiro da corrida pela liderança em IA.

Por que essa parceria importa?

Nos últimos anos, a Meta tem investido pesado em inteligência artificial. A empresa já lançou ferramentas próprias, como o Imagine, para geração de imagens, e o Movie Gen, que cria vídeos a partir de prompts de texto.

No entanto, a concorrência é feroz: OpenAI com o Sora, Google com o Veo e a Black Forest Labs com o Flux estão ditando o ritmo da inovação.

Ao se unir à Midjourney, a Meta ganha acesso a uma tecnologia que conquistou milhões de usuários pela qualidade estética e realismo de suas criações.

O que pode acelerar a capacidade da empresa de oferecer experiências mais imersivas em plataformas como Facebook, Instagram e Messenger.

O peso da Midjourney no mercado

Fundada em 2022, a Midjourney rapidamente se destacou como uma das startups mais influentes no campo da IA criativa.

Em 2023, já projetava uma receita de US$ 200 milhões, baseada em seu modelo de assinaturas que varia de US$ 10 a US$ 120 por mês.

Além de imagens, a empresa lançou em junho de 2025 seu primeiro modelo de vídeo, o V1, ampliando ainda mais seu alcance.

O detalhe curioso é que, mesmo com esse crescimento explosivo, a Midjourney continua sem investidores externos, algo raro no setor.

Seu fundador, David Holz, reforçou que a empresa segue independente, apesar de já ter sido alvo de conversas sobre uma possível aquisição pela Meta.

O contexto da corrida pela IA

A parceria surge em um momento em que a Meta está em plena ofensiva no mercado de inteligência artificial.

Só neste ano, Zuckerberg contratou pesquisadores com pacotes de até US$ 100 milhões, investiu US$ 14 bilhões na Scale AI e comprou a startup de voz Play AI.

Além disso, a empresa chegou a discutir com Elon Musk sobre a possibilidade de participar de sua oferta de US$ 97 bilhões pela OpenAI, algo que não se concretizou.

Vale lembrar que tanto a Midjourney quanto a Meta enfrentam processos relacionados ao uso de obras protegidas por direitos autorais no treinamento de seus modelos.

No entanto, decisões recentes da Justiça têm favorecido as empresas de tecnologia, o que pode abrir caminho para avanços ainda mais rápidos.

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Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.
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