✨ Principais destaques:
- Pesquisadores revelam que instruções maliciosas podem ser ocultadas em imagens comuns.
- A compressão de arquivos, usada por quase todas as plataformas, pode transformar artefatos visuais em “texto” legível para inteligências artificiais.
- Embora ainda não haja casos reais, a técnica abre uma nova frente de risco para usuários e empresas.
Quando uma imagem inocente vira um ataque invisível
Pesquisadores de segurança digital do blog Trail of Bits descobriram uma técnica surpreendente e preocupante.
Hackers podem esconder comandos dentro de imagens aparentemente normais, que só se tornam visíveis para sistemas de inteligência artificial depois que o arquivo é comprimido.
Para os olhos humanos, nada muda: a foto continua igual. Mas, quando enviada para ferramentas como o Google Gemini ou o recurso Circle to Search do Android, o processo de compressão cria pequenos “ruídos” que a IA interpreta como texto.
Esse texto oculto pode conter instruções que levam o modelo a executar ações que o usuário nunca solicitou.
Em testes, por exemplo, uma simples imagem conseguiu induzir o Gemini a enviar dados de calendário para terceiros, sem que o usuário tivesse qualquer intenção disso.
O elo frágil entre IA e segurança digital
Esse achado mostra como atividades cotidianas, como pedir para uma IA identificar o que aparece em uma captura de tela, podem se transformar em brechas de segurança.
O mais alarmante é que a técnica não exige nada sofisticado: ela se apoia em um processo comum e automático, a compressão de imagens, presente em praticamente todas as plataformas digitais.
Até o momento, não há registros de ataques reais explorando essa vulnerabilidade. Mas especialistas alertam que a possibilidade é concreta e pode ser facilmente adaptada por cibercriminosos.
Como se proteger (e o que as empresas precisam fazer)
Segundo os especialistas, a melhor defesa não está nas mãos dos usuários, mas sim das próprias plataformas de IA.
É fundamental que os desenvolvedores criem barreiras adicionais para impedir que comandos escondidos em imagens sejam interpretados como instruções legítimas.
Esse episódio reforça uma tendência clara: quanto mais a inteligência artificial se integra ao nosso dia a dia, mais criativas se tornam as formas de ataque.
Assim como no passado hackers exploraram convites de calendário ou truques de redação para enganar sistemas, agora eles encontram brechas até em pixels comprimidos.
O recado é direto: a segurança em IA precisa evoluir na mesma velocidade que a criatividade dos atacantes.
