🧠 Principais destaques:
- Sam Altman vê a Geração Z como a mais privilegiada da história, graças ao acesso sem precedentes a ferramentas de inteligência artificial.
- Apesar do risco de perda massiva de empregos, ele acredita que os jovens se adaptarão melhor do que qualquer outra geração.
- O futuro do trabalho e da verdade na era da IA pode exigir mudanças profundas no contrato social e na forma como entendemos o que é “real”.
Em uma conversa recente no podcast Huge If True, Sam Altman, CEO da OpenAI, fez uma afirmação que chamou atenção:
“Se eu estivesse me formando na faculdade agora, me sentiria a pessoa mais sortuda de toda a história.”
A declaração veio acompanhada de um reconhecimento claro: a inteligência artificial vai eliminar muitas funções – “algumas classes de empregos vão simplesmente desaparecer”, disse ele.
Ainda assim, Altman vê um cenário de oportunidades sem precedentes para a Geração Z, especialmente para quem souber usar as novas ferramentas de forma criativa e empreendedora.
Para ele, o impacto da IA será mais desafiador para quem já está consolidado no mercado e não quer ou não consegue se requalificar, como um profissional de 62 anos que não pretende “voltar a estudar” ou “aprender novas habilidades”.
O poder de criar com poucos recursos
O entusiasmo de Altman vem, em grande parte, do avanço de modelos como o recém-lançado GPT-5.
Segundo ele, hoje é possível que uma única pessoa crie uma empresa bilionária e desenvolva produtos incríveis, algo que antes exigia equipes de centenas de pessoas. Essa revolução, no entanto, não vem sem turbulências.
Altman reconhece que, em até cinco anos, metade dos empregos de nível inicial no setor administrativo e de escritório pode ser substituída por IA.
Mas ele também prevê o surgimento de novas funções, “super bem pagas e super interessantes”, que hoje nem conseguimos imaginar.
Ele chega a vislumbrar um cenário em que um estudante universitário, daqui a dez anos, possa se formar e embarcar em uma missão para explorar o sistema solar.
Ainda assim, Altman admite que prever o futuro da tecnologia é quase impossível:
“Mesmo para nós, líderes da área, é muito difícil imaginar onde estaremos em dez anos.”
O desafio da verdade na era da IA
Outro ponto discutido foi o impacto da IA na forma como percebemos a realidade.
Com vídeos, áudios e imagens gerados artificialmente se tornando cada vez mais realistas, a pergunta é inevitável: como saber o que é verdadeiro em 2030?
Altman acredita que a sociedade vai se adaptar gradualmente, assim como já aceitou que fotos de iPhone passem por processamento de IA.
Para ele, a linha entre o que é “real” e o que é “fabricado” vai continuar se movendo e isso exigirá humildade, adaptação e novas soluções sociais.
Ele também alertou para riscos mais imediatos, como uma possível “crise de fraudes” causada por softwares que imitam vozes humanas.
Sua recomendação prática para qualquer pessoa que queira se preparar para esse futuro é simples:
“Use as ferramentas. Quanto mais você as integrar no seu dia a dia, melhor.”
