✨ Principais destaques:
- Recursos de IA no Firefox agora rodam até 10 vezes mais rápido.
- Mozilla substituiu o antigo backend em WebAssembly por uma versão nativa em C++.
- Melhorias já estão disponíveis no Firefox 142, com mais novidades a caminho.
A Mozilla acaba de dar um passo importante para quem acompanha a evolução da inteligência artificial dentro dos navegadores.
O Firefox, que já vinha testando recursos de IA embarcados, como agrupamento inteligente de abas e geração automática de texto alternativo (alt-text), sofria com um problema que muitos usuários notaram: a lentidão.
Agora, a equipe de engenharia da Mozilla anunciou que esses recursos estão até 10 vezes mais rápidos, graças a uma mudança profunda na forma como o navegador processa modelos de machine learning.
Por que o Firefox estava lento com IA?
Até pouco tempo atrás, o Firefox utilizava o ONNX Runtime em WebAssembly (WASM) para rodar seus modelos de IA.
O problema é que esse fluxo era pouco eficiente: os dados precisavam passar por várias etapas, pré-processamento em JavaScript, execução em WASM e depois pós-processamento de volta em JavaScript.
Esse “vai e vem” criava gargalos, especialmente na primeira execução de cada recurso, quando o navegador precisava “aquecer” o modelo.
O resultado? Experiências arrastadas, que não condiziam com a proposta de praticidade da IA embarcada.
A virada: de WASM para C++ nativo
Inspirada pelo sucesso de outras funções internas, como o sistema de tradução automática, a Mozilla decidiu migrar o backend de IA para uma implementação nativa em C++.
Essa mudança eliminou a sobrecarga do WASM e trouxe ganhos imediatos de desempenho.Os números impressionam:
- A geração de alt-text em PDFs caiu de 3,5 segundos para apenas 350 milissegundos.
- O agrupamento inteligente de abas, antes lento na primeira execução, agora responde de forma quase instantânea.
Esses ganhos não são apenas técnicos: eles tornam a experiência do usuário muito mais fluida, mostrando que a IA pode ser útil sem se tornar um peso para o navegador.
O que vem pela frente?
Apesar do salto de desempenho, a Mozilla admite que ainda há espaço para melhorias. Entre os próximos passos estão:
- Aceleração por GPU, que deve trazer ganhos ainda maiores.
- Operações multi-threaded, aproveitando melhor os processadores modernos.
- Cache de gráficos compilados, para reduzir o tempo de inicialização dos modelos.
Por enquanto, todos os recursos de IA continuam rodando no CPU, o que explica relatos recentes de alto consumo de processamento em algumas máquinas.
Mas a tendência é que isso melhore com as próximas atualizações.E a boa notícia: se você já atualizou para o Firefox 142, está usufruindo dessas melhorias sem precisar fazer nada.
A Mozilla está liberando gradualmente o novo backend para outros recursos baseados em Transformers.js ao longo do ano.
Privacidade e eficiência: a aposta da Mozilla
Seja você fã ou crítico da presença de IA no navegador, um ponto é inegável: a Mozilla está apostando em IA local, processada no próprio dispositivo.
O que significa mais privacidade, já que os dados não precisam ser enviados para servidores externos, e mais controle para o usuário.
No fim das contas, se a IA vai estar presente, que seja rápida, eficiente e respeitosa com a privacidade. E é exatamente isso que o Firefox está tentando entregar.







