💻 Principais destaques:
- A IA não vai eliminar todos os empregos, mas vai testar a adaptabilidade de cada profissional.
- Funções baseadas em conexão humana são mais resistentes, mas representam uma pequena parcela do mercado.
- O futuro do trabalho pode significar menos horas e mais tempo para viver — se soubermos usar a IA a nosso favor.
A inteligência artificial está transformando o mercado de trabalho em uma velocidade impressionante. De fábricas a escritórios, tarefas estão sendo automatizadas, custos reduzidos e funções inteiras, simplesmente, desaparecendo.
Mas, para Mo Gawdat, ex-diretor de negócios do Google X, o pânico generalizado sobre a “extinção” de empregos é exagerado.
Em entrevista ao podcast The Diary of a CEO, ele foi direto:
“Minha crença é que isso é 100% besteira. Os melhores em qualquer profissão vão continuar. O melhor desenvolvedor de software, aquele que entende arquitetura e tecnologia, vai permanecer — por um tempo.”
Menos pessoas, mais resultados
Gawdat citou seu próprio projeto de IA, Emma.love, como exemplo. Antes, algo assim exigiria uma equipe de 350 desenvolvedores.
Hoje, com a ajuda da inteligência artificial, apenas três engenheiros foram suficientes para criar a plataforma.
E os números confirmam que a mudança é real: um relatório da McKinsey estima que, até 2030, 30% dos empregos nos EUA poderão ser automatizados e 60% das funções sofrerão transformações significativas.
Segundo Gawdat, nem mesmo os cargos de alto escalão estão a salvo:
“Vai chegar um momento em que a maioria dos CEOs incompetentes será substituída.”
IA cresce, mas não substitui tudo
O crescimento do uso de IA é impressionante. Em janeiro de 2023, o ChatGPT tinha cerca de 50 milhões de usuários semanais.
Em agosto de 2025, esse número saltou para 800 milhões, segundo a DemandSage.
Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, defende que o futuro da economia dependerá de equilibrar o poder da IA com o potencial humano.
Um estudo da Microsoft, que analisou 200 mil interações com o Copilot, mostrou que a IA apoia tarefas como pesquisa, escrita e comunicação, mas não consegue executar sozinha uma ocupação completa.
Steven Bartlett, apresentador do podcast, questionou Gawdat citando o negócio de retiros de respiração consciente de sua parceira, algo profundamente humano, ligado a viagens, bem-estar e conexão emocional.
Gawdat concordou que trabalhos baseados em empatia e presença física são mais difíceis de substituir, mas lembrou: eles representam uma pequena fatia do mercado e, muitas vezes, dependem de renda de empregos mais vulneráveis à automação.
Oportunidade de repensar o trabalho
Para Gawdat, a chegada da IA não precisa ser encarada como ameaça, mas como convite para repensar a vida profissional.
“Nunca fomos feitos para acordar todos os dias e ocupar 20 horas com trabalho. Não fomos feitos para isso.”
A dica dele para quem teme perder o emprego é simples: pare de competir com a IA e comece a colaborar com ela. Aprenda a usar ferramentas como ChatGPT e Microsoft Copilot para potencializar o que você já faz.
E, acima de tudo, invista no que a IA não consegue replicar: inteligência emocional, comunicação e adaptabilidade.
Empresas já oferecem treinamentos para integrar IA no dia a dia. Participe, faça perguntas, mostre que está disposto a evoluir junto com a tecnologia e não a esperar ser substituído por ela.
