✨ Principais destaques:
- Elon Musk buscou Mark Zuckerberg para apoiar sua oferta de US$ 97,4 bilhões pela OpenAI.
- A Meta, de Zuckerberg, recusou participar e agora está envolvida em uma disputa judicial indireta.
- O caso expõe a crescente rivalidade entre Musk, OpenAI e Meta, com julgamento previsto para 2026.
Um novo capítulo da batalha pelo controle da inteligência artificial veio à tona nesta semana.
Documentos judiciais revelaram que Elon Musk tentou convencer Mark Zuckerberg, CEO da Meta, a se juntar ao consórcio que ofereceu US$ 97,4 bilhões pela OpenAI no início de 2025.
Segundo a própria OpenAI, Musk manteve conversas diretas com Zuckerberg sobre possíveis arranjos financeiros e investimentos relacionados à oferta. No entanto, o criador do Facebook não embarcou na proposta.
Essa revelação surge em meio a um processo judicial cada vez mais intenso, no qual a OpenAI acusa Musk de tentar prejudicar a empresa por meio de declarações públicas, ações legais e até uma “oferta simulada” para adquirir seus ativos.
O papel da Meta e a batalha nos tribunais
A OpenAI pediu a um juiz federal que obrigue a Meta a entregar documentos e comunicações que possam esclarecer se houve algum envolvimento da empresa de Zuckerberg em negociações sobre a reestruturação ou recapitalização da OpenAI.
A justificativa da OpenAI é clara: entender se Musk buscou apoio de outros gigantes da tecnologia e quais foram as motivações por trás da oferta.
A empresa argumenta que tanto Musk quanto a Meta são concorrentes diretos e que qualquer troca de informações entre eles pode lançar luz sobre a disputa.
A Meta, por sua vez, respondeu de forma dura. Em sua manifestação, afirmou que a OpenAI deveria buscar diretamente Musk e sua startup de IA, a xAI, em vez de tentar envolver a Meta no processo.
Para Zuckerberg, os documentos internos da empresa não têm relevância para o caso.
O que está em jogo: poder, dinheiro e o futuro da IA
Essa batalha não é apenas sobre bilhões de dólares, mas sobre quem terá mais influência no futuro da inteligência artificial.
Musk, que já foi cofundador da OpenAI, rompeu com a organização após sua transição para um modelo de negócios com fins lucrativos.
Desde então, lançou sua própria empresa, a xAI, que compete diretamente com o ChatGPT.O embate jurídico já tem data marcada: um julgamento com júri está previsto para a primavera de 2026 nos Estados Unidos.
Até lá, veremos uma escalada de acusações, revelações e disputas entre alguns dos nomes mais poderosos da tecnologia.
No fundo, essa história mostra como a corrida pela liderança em IA não é apenas uma questão de inovação, mas também de estratégia, alianças e, claro, poder.
