Elon Musk tentou apoio de Zuckerberg em oferta bilionária pela OpenAI, revela processo judicial

Renê Fraga
3 min de leitura

✨ Principais destaques:

  • Elon Musk buscou Mark Zuckerberg para apoiar sua oferta de US$ 97,4 bilhões pela OpenAI.
  • A Meta, de Zuckerberg, recusou participar e agora está envolvida em uma disputa judicial indireta.
  • O caso expõe a crescente rivalidade entre Musk, OpenAI e Meta, com julgamento previsto para 2026.

Um novo capítulo da batalha pelo controle da inteligência artificial veio à tona nesta semana.

Documentos judiciais revelaram que Elon Musk tentou convencer Mark Zuckerberg, CEO da Meta, a se juntar ao consórcio que ofereceu US$ 97,4 bilhões pela OpenAI no início de 2025.

Segundo a própria OpenAI, Musk manteve conversas diretas com Zuckerberg sobre possíveis arranjos financeiros e investimentos relacionados à oferta. No entanto, o criador do Facebook não embarcou na proposta.

Essa revelação surge em meio a um processo judicial cada vez mais intenso, no qual a OpenAI acusa Musk de tentar prejudicar a empresa por meio de declarações públicas, ações legais e até uma “oferta simulada” para adquirir seus ativos.

O papel da Meta e a batalha nos tribunais

A OpenAI pediu a um juiz federal que obrigue a Meta a entregar documentos e comunicações que possam esclarecer se houve algum envolvimento da empresa de Zuckerberg em negociações sobre a reestruturação ou recapitalização da OpenAI.

A justificativa da OpenAI é clara: entender se Musk buscou apoio de outros gigantes da tecnologia e quais foram as motivações por trás da oferta.

A empresa argumenta que tanto Musk quanto a Meta são concorrentes diretos e que qualquer troca de informações entre eles pode lançar luz sobre a disputa.

A Meta, por sua vez, respondeu de forma dura. Em sua manifestação, afirmou que a OpenAI deveria buscar diretamente Musk e sua startup de IA, a xAI, em vez de tentar envolver a Meta no processo.

Para Zuckerberg, os documentos internos da empresa não têm relevância para o caso.

O que está em jogo: poder, dinheiro e o futuro da IA

Essa batalha não é apenas sobre bilhões de dólares, mas sobre quem terá mais influência no futuro da inteligência artificial.

Musk, que já foi cofundador da OpenAI, rompeu com a organização após sua transição para um modelo de negócios com fins lucrativos.

Desde então, lançou sua própria empresa, a xAI, que compete diretamente com o ChatGPT.O embate jurídico já tem data marcada: um julgamento com júri está previsto para a primavera de 2026 nos Estados Unidos.

Até lá, veremos uma escalada de acusações, revelações e disputas entre alguns dos nomes mais poderosos da tecnologia.

No fundo, essa história mostra como a corrida pela liderança em IA não é apenas uma questão de inovação, mas também de estratégia, alianças e, claro, poder.

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Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.
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