✨ Principais destaques:
- xAI acusa Apple e OpenAI de práticas monopolistas que estariam sufocando a concorrência no mercado de inteligência artificial.
- Musk pede bilhões em indenização, alegando que seus aplicativos, como o Grok, são prejudicados nas classificações da App Store.
- O processo pode se tornar um marco histórico, definindo como a justiça dos EUA vai tratar disputas antitruste envolvendo IA.
A batalha pelo domínio da inteligência artificial acaba de ganhar um novo capítulo explosivo.
A startup xAI, fundada por Elon Musk, entrou com um processo contra Apple e OpenAI em um tribunal federal no Texas, acusando as duas gigantes de conspirarem para limitar a concorrência no setor de IA.
Segundo a ação, Apple e OpenAI teriam firmado um acordo que não apenas fortalece o monopólio da OpenAI, mas também impede que alternativas como o Grok, chatbot da xAI, tenham visibilidade justa na App Store.
Para Musk, trata-se de uma jogada que sufoca a inovação e cria um ambiente em que apenas uma empresa dita as regras.
O coração da disputa: Apple, OpenAI e a App Store
O ponto central da acusação é a integração do ChatGPT diretamente nos sistemas da Apple, como iPhones, iPads e Macs.
Para Musk, esse movimento não é apenas uma parceria estratégica, mas sim uma barreira artificial que impede que outros aplicativos de IA, como o Grok, recebam destaque.
Em suas redes sociais, Musk foi direto: “Um milhão de avaliações com média 4,9 para o Grok e, ainda assim, a Apple se recusa a listá-lo em qualquer ranking.”
A xAI afirma que, sem esse acordo exclusivo, a Apple teria mais motivos para dar visibilidade a concorrentes.
Por isso, Musk pede indenizações bilionárias e acusa as empresas de práticas que lembram os grandes casos antitruste da história da tecnologia.
Especialistas: processo vai definir o que é “mercado de IA”
Juristas especializados em direito da concorrência afirmam que este processo pode ser o primeiro grande teste para definir o que é, de fato, o “mercado de IA”.
Até agora, não existe consenso legal sobre como enquadrar esse setor em disputas antitruste.
Christine Bartholomew, professora de Direito na Universidade de Buffalo, comparou o caso a um “canário na mina de carvão”: um alerta precoce de como os tribunais vão lidar com a combinação entre monopólios digitais e inteligência artificial.
Por outro lado, a Apple pode argumentar que sua parceria com a OpenAI é apenas uma decisão de negócios em um ambiente competitivo e que não tem obrigação de promover rivais.
Além disso, pode levantar questões de segurança e integração técnica como justificativa para manter o ChatGPT como solução padrão.
O que está em jogo para o futuro da IA
A disputa não é apenas sobre rankings de aplicativos. Ela pode redesenhar as regras do jogo para toda a indústria de inteligência artificial.
Se Musk vencer, abre-se espaço para que novas startups tenham mais chances de competir em pé de igualdade. Se perder, a consolidação de grandes players como Apple, Microsoft e OpenAI pode se intensificar ainda mais.
Vale lembrar que Musk já está em outra batalha judicial contra a OpenAI e Sam Altman, questionando a transformação da empresa de uma organização sem fins lucrativos para um negócio bilionário.
Enquanto isso, a xAI segue expandindo: Musk comprou a rede social X por US$ 33 bilhões para reforçar o treinamento de seus modelos e já integrou o Grok em veículos da Tesla.
O resultado desse processo pode não apenas afetar a trajetória da xAI, mas também definir como governos e tribunais vão regular a inteligência artificial nos próximos anos.
