✨ Principais destaques:
- Um programador reorganizou completamente sua rotina de sono para se alinhar ao reset de tokens do Claude Pro.
- Ele adotou uma técnica inspirada em navegadores solitários, dormindo em ciclos curtos para manter a produtividade.
- A experiência levantou discussões sobre o modelo de negócios da Anthropic e o futuro do acesso a recursos de IA.
O desenvolvedor Matt Wiese compartilhou em seu blog uma decisão inusitada: ele ajustou seu ciclo de sono para se adaptar ao funcionamento do Claude Pro, a versão paga do chatbot da Anthropic.
O motivo? O limite de tokens, que determina quanto texto pode ser processado, é renovado a cada cinco horas. Para Matt, esse intervalo muitas vezes acontecia em momentos de maior concentração, quebrando seu fluxo criativo.
Em vez de aceitar a limitação, ele decidiu reorganizar sua vida em torno da IA.
O sono polifásico como estratégia de produtividade
A solução encontrada por Matt foi inspirada em navegadores solitários, que precisam descansar em pequenos intervalos para atravessar longas jornadas no mar.
Ele passou a trabalhar intensamente por 1 a 3 horas, até consumir os tokens disponíveis, e depois dormir por 2 a 3 horas.
Esse descanso curto, mas suficiente para alcançar fases leves de sono REM, permite que ele acorde renovado e pronto para aproveitar o próximo reset de tokens.
Segundo Matt, essa mudança multiplicou sua produtividade por dez. Ele descreve sua nova rotina como trabalhar “como um ninja insano”, sempre em ciclos de energia e foco.
O futuro do acesso à IA e seus custos invisíveis
Apesar do entusiasmo, Matt reconhece que essa estratégia pode ter prazo de validade.
Ele mesmo aponta que a Anthropic, criadora do Claude, pode em algum momento aumentar o preço da assinatura ou reduzir os limites de tokens, já que oferecer tanto poder computacional por um valor fixo pode não ser sustentável a longo prazo.
Se isso acontecer, ele terá que se adaptar novamente, talvez mudando sua rotina, talvez buscando outras ferramentas.
Mas, por enquanto, sua experiência mostra até onde a relação entre humanos e IA pode ir: não apenas mudando a forma como trabalhamos, mas até como dormimos.
