Desenvolvedor mudou seu ciclo de sono para aproveitar ao máximo o Claude Pro

Renê Fraga
3 min de leitura

✨ Principais destaques:

  • Um programador reorganizou completamente sua rotina de sono para se alinhar ao reset de tokens do Claude Pro.
  • Ele adotou uma técnica inspirada em navegadores solitários, dormindo em ciclos curtos para manter a produtividade.
  • A experiência levantou discussões sobre o modelo de negócios da Anthropic e o futuro do acesso a recursos de IA.

O desenvolvedor Matt Wiese compartilhou em seu blog uma decisão inusitada: ele ajustou seu ciclo de sono para se adaptar ao funcionamento do Claude Pro, a versão paga do chatbot da Anthropic.

O motivo? O limite de tokens, que determina quanto texto pode ser processado, é renovado a cada cinco horas. Para Matt, esse intervalo muitas vezes acontecia em momentos de maior concentração, quebrando seu fluxo criativo.

Em vez de aceitar a limitação, ele decidiu reorganizar sua vida em torno da IA.

O sono polifásico como estratégia de produtividade

A solução encontrada por Matt foi inspirada em navegadores solitários, que precisam descansar em pequenos intervalos para atravessar longas jornadas no mar.

Ele passou a trabalhar intensamente por 1 a 3 horas, até consumir os tokens disponíveis, e depois dormir por 2 a 3 horas.

Esse descanso curto, mas suficiente para alcançar fases leves de sono REM, permite que ele acorde renovado e pronto para aproveitar o próximo reset de tokens.

Segundo Matt, essa mudança multiplicou sua produtividade por dez. Ele descreve sua nova rotina como trabalhar “como um ninja insano”, sempre em ciclos de energia e foco.

O futuro do acesso à IA e seus custos invisíveis

Apesar do entusiasmo, Matt reconhece que essa estratégia pode ter prazo de validade.

Ele mesmo aponta que a Anthropic, criadora do Claude, pode em algum momento aumentar o preço da assinatura ou reduzir os limites de tokens, já que oferecer tanto poder computacional por um valor fixo pode não ser sustentável a longo prazo.

Se isso acontecer, ele terá que se adaptar novamente, talvez mudando sua rotina, talvez buscando outras ferramentas.

Mas, por enquanto, sua experiência mostra até onde a relação entre humanos e IA pode ir: não apenas mudando a forma como trabalhamos, mas até como dormimos.

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Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.
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