✨ Principais destaques:
- O uso do ChatGPT deixou de ser restrito a nichos e alcançou um público muito mais diverso, reduzindo diferenças de gênero e ampliando sua presença global.
- A maioria das interações está ligada a tarefas cotidianas, como escrever, buscar informações e receber orientação prática — consolidando o IA como um verdadeiro “conselheiro digital”.
- O impacto econômico já é visível: o ChatGPT não só aumenta a produtividade no trabalho, mas também cria valor em situações do dia a dia que antes não eram captadas por métricas tradicionais.
O maior estudo já feito sobre o uso do ChatGPT
Um levantamento inédito conduzido pela equipe de Pesquisa Econômica da OpenAI, em colaboração com o economista de Harvard David Deming, revelou um retrato profundo de como milhões de pessoas utilizam o ChatGPT.
O estudo, publicado pelo National Bureau of Economic Research (NBER), analisou de maneira segura e preservando a privacidade mais de 1,5 milhão de conversas.
O resultado: uma visão sem precedentes sobre a adoção global da tecnologia que já soma 700 milhões de usuários semanais ativos. É a pesquisa mais abrangente já realizada sobre uso real de inteligência artificial por consumidores.
Quem está usando e por quê
A primeira grande constatação é que a IA está se tornando cada vez mais democrática e acessível.
Diferenças que existiam no início, como a predominância masculina entre os usuários, estão desaparecendo rapidamente.
Em 2024, apenas 37% das pessoas usuárias tinham nomes associados ao gênero feminino. Já em meados de 2025, esse número subiu para 52%, um marco de adoção equilibrada.
O alcance também se expandiu de forma notável nas regiões de baixa e média renda. Em maio de 2025, a taxa de crescimento nesses países foi quatro vezes maior do que nas nações mais ricas, um reflexo de como ferramentas acessíveis de IA podem reduzir desigualdades de oportunidades no mundo.
O que mais fazemos com o ChatGPT
Os dados revelam que boa parte das interações com o ChatGPT está conectada a tarefas cotidianas, especialmente:
- Escrita e redação: seja para trabalho, estudos ou comunicações pessoais.
- Busca de informações práticas e confiáveis.
- Orientações e conselhos sobre como agir em diferentes situações.
De forma interessante, os pesquisadores categorizaram os usos em três pilares:
- Asking (Perguntar): 49% das mensagens refletem o papel do ChatGPT como orientador, onde as pessoas buscam dicas, explicações e julgamento crítico.
- Doing (Fazer): 40% dos usos envolvem execução prática de tarefas como planejar, programar e criar textos.
- Expressing (Expressar-se): 11% dos casos trazem reflexões pessoais, criatividade e brincadeiras — explorando a IA como espaço de autoexpressão.
Esse equilíbrio mostra que o ChatGPT deixou de ser apenas uma ferramenta de produtividade e assumiu também o papel de companheiro digital.
Como esses usos estão evoluindo
Outro ponto central do estudo é que o valor criado pela IA vai além do ambiente de trabalho. Hoje, cerca de 30% do uso é profissional, enquanto 70% é pessoal — e ambos seguem crescendo lado a lado.
De um lado, o ChatGPT é um impulsionador de produtividade, melhorando tomada de decisão em áreas complexas e economizando tempo em tarefas repetitivas. De outro, é um gerador de valor invisível, ao apoiar pessoas em reflexões, aprendizados e atividades que não aparecem nas estatísticas tradicionais do PIB.
Esse aprofundamento do uso acontece porque, à medida que os modelos evoluem, os usuários encontram novas aplicações cotidianas e expandem sua confiança na tecnologia.
🔍 Um olhar para o futuro
Este estudo marca um divisor de águas: pela primeira vez temos um retrato estatístico sólido de como as pessoas realmente estão incorporando a IA no dia a dia.
Mais do que números, os dados mostram que não se trata de uma moda passageira, mas de uma nova camada essencial da vida digital e econômica global.
