✨ Principais destaques:
- CEO da Coinbase, Brian Armstrong, demitiu engenheiros que não aderiram ao uso de ferramentas de IA.
- A decisão foi considerada “dura”, mas reforça a mensagem de que a IA não é opcional dentro da empresa.
- A Coinbase agora promove encontros mensais para compartilhar boas práticas no uso de IA entre equipes.
Em um cenário onde quase todo programador já utiliza algum assistente de código baseado em inteligência artificial, a Coinbase decidiu acelerar esse processo de forma radical.
Brian Armstrong, CEO da exchange de criptomoedas, revelou em um podcast apresentado por John Collison (cofundador da Stripe) que demitiu engenheiros que se recusaram a sequer experimentar ferramentas como GitHub Copilot e Cursor, mesmo após a empresa ter adquirido licenças corporativas para todos.
Segundo Armstrong, alguns líderes internos acreditavam que a adoção seria lenta, levando meses até que metade da equipe realmente começasse a usar IA.
Para ele, essa perspectiva era inaceitável. “Eu fui direto ao ponto”, contou. Em uma mensagem no Slack da engenharia, determinou que todos deveriam se cadastrar e testar a tecnologia até o fim da semana.
Quem não o fizesse, teria que se explicar pessoalmente em uma reunião no sábado.
O sábado decisivo: explicações e demissões
No encontro, alguns engenheiros justificaram a ausência de cadastro por motivos plausíveis, como férias ou viagens. Mas outros simplesmente não tinham uma razão convincente.
O resultado foi imediato: demissão.
Armstrong reconheceu que sua postura foi “pesada” e que houve resistência interna. Ainda assim, defendeu a medida como necessária para deixar claro que a IA não é opcional dentro da Coinbase.
Para ele, ignorar a tecnologia seria desperdiçar uma das maiores revoluções da história recente da programação.
O episódio, embora tenha afetado poucas pessoas, gerou repercussão justamente pelo contraste: de um lado, engenheiros que não dedicaram alguns minutos para ativar uma conta de IA; do outro, um CEO disposto a cortar laços por isso.
O futuro: IA como cultura organizacional
Após o episódio, a Coinbase não apenas manteve a pressão, mas também estruturou treinamentos contínuos.
Hoje, a empresa realiza encontros mensais em que equipes compartilham formas criativas de aplicar IA no dia a dia.Ainda assim, o debate permanece aberto.
O próprio Collison levantou uma questão importante: até que ponto é sustentável depender de código gerado por IA?
Armstrong concordou que esse é um desafio real, lembrando que até mesmo empresas como a OpenAI enfrentam dificuldades em manter repositórios de código organizados diante da enxurrada de contribuições automatizadas.
O recado, no entanto, é claro: para Armstrong, a IA não é apenas uma ferramenta opcional, mas um requisito para quem deseja construir o futuro da Coinbase e, talvez, do próprio setor de tecnologia.
