Principais destaques:
- Alexandr Wang, diretor de IA da Meta, compara o “vibe-coding” ao momento em que Gates e Zuckerberg aprenderam a programar.
- A prática consiste em usar linguagem natural para criar com ferramentas de IA — um novo jeito de aprender a programar.
- Meta atravessa reestruturações enquanto investe bilhões para liderar a revolução da superinteligência.
O renascimento da curiosidade: o momento Bill Gates da geração IA
Durante o Meta Connect 2025, Alexandr Wang lançou um chamado aos adolescentes do mundo todo: dedicar milhares de horas ao “vibe-coding”.
Para ele, o momento atual da inteligência artificial é tão transformador quanto o nascimento da computação pessoal nas décadas de 1970 e 1980.
“Se você tem 13 anos agora, deveria passar todo o seu tempo fazendo vibe-coding”, afirmou Wang. “Este é o momento Bill Gates, Mark Zuckerberg.”
A mensagem é clara: quem crescer dominando as ferramentas de IA terá uma vantagem imensa na economia das próximas décadas.
Esse novo paradigma não depende apenas de aprender linguagens tradicionais de programação, mas de entender como conversar com máquinas inteligentes usando linguagem natural.
O que é o “vibe-coding”? A fusão entre criatividade e tecnologia
O termo “vibe-coding” surgiu em fevereiro de 2025 pelas mãos de Andrej Karpathy, cofundador da OpenAI, e rapidamente se espalhou pelo setor. O Dicionário Collins, inclusive, consagrou “vibe-coding” como Palavra do Ano, definindo-o como “o uso de IA orientada por linguagem natural para auxiliar na escrita de código de computador.”
Gigantes como Google e startups como Replit e Cursor já exploram esse conceito, permitindo que qualquer pessoa crie aplicativos ou páginas web apenas descrevendo o que deseja construir.
Wang reforçou que, embora as ferramentas simplifiquem o processo, o sucesso depende de prática e experimentação. Ele recomenda o mesmo nível de foco que Gates teve ao passar madrugadas em laboratórios de computação:
“Se você investir 10.000 horas nessas ferramentas e aprender a usá-las melhor do que qualquer outra pessoa, terá uma vantagem gigantesca.”
Andrew Ng, cofundador do Google Brain, compartilha da mesma visão, chamando este “o melhor momento da história para aprender programação”, justamente porque a IA elimina barreiras antes impostas pela complexidade técnica.
Meta entre cortes e investimentos bilionários: a corrida pela superinteligência
As palavras de Wang chegam em meio a transformações profundas dentro da Meta.
Em outubro, a empresa realizou uma reestruturação significativa, demitindo cerca de 600 funcionários de seus Laboratórios de Superinteligência, mas preservando a equipe liderada por Wang, considerada essencial à nova estratégia da companhia.
Em um memorando interno, o executivo destacou que um time mais enxuto pode ser mais ágil e impactante:
“Menos conversas para cada decisão; mais responsabilidade, mais alcance, mais impacto.”
Mesmo com cortes, a Meta segue apostando alto na corrida da IA, com Mark Zuckerberg classificando 2025 como “um ano decisivo” e destinando entre 60 e 65 bilhões de dólares à infraestrutura de superinteligência.
Wang, que se tornou bilionário aos 24 anos após fundar a Scale AI, assumiu o cargo de diretor de IA da Meta em junho de 2025, após a empresa investir 14,3 bilhões de dólares na Scale por 49% de participação.
Hoje, ele lidera os laboratórios de ponta da empresa ao lado de Nat Friedman, ex-CEO do GitHub, uma parceria posicionada para desafiar gigantes como OpenAI, Google e Microsoft.
💡 O “vibe-coding” não é apenas uma moda — é um convite para uma geração inteira aprender a criar conversando com inteligências artificiais.
Se o passado da tecnologia foi movido por linhas de código, o futuro, segundo Wang, será guiado por algo muito mais humano: a forma como descrevemos o que sonhamos construir.
