Principais destaques:
- A CES 2026 consolidou a chamada IA física, com máquinas capazes de perceber e agir no mundo real
- Robôs humanoides e veículos autônomos foram os grandes protagonistas da feira
- Diferente de outros anos, muitos produtos já chegam ao mercado imediatamente
Com o encerramento da CES 2026 em Las Vegas, no dia 9 de janeiro, a maior feira de tecnologia de consumo do planeta deixou um recado claro para a indústria.
A próxima grande revolução da inteligência artificial não acontece mais só nas telas, mas no mundo físico.
Após quatro dias de evento, mais de 4.100 empresas de 160 países apresentaram soluções que apontam para um futuro dominado por robôs, veículos inteligentes e dispositivos capazes de interagir de forma ativa com pessoas e ambientes.
A virada da IA das telas para o mundo real
O tom da feira foi definido logo na abertura. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, cravou que o setor vive agora “o momento ChatGPT da IA física”.
A empresa apresentou a plataforma Rubin e o sistema de condução autônoma Alpamayo, reforçando a transição da inteligência artificial puramente digital para sistemas embarcados em hardware, capazes de perceber o ambiente, tomar decisões e agir de forma autônoma.
Essa mudança de paradigma apareceu em praticamente todos os pavilhões da feira, com soluções que unem sensores, modelos avançados de IA e robótica aplicada.
Robôs humanoides ganham espaço no cotidiano
Os robôs foram, sem dúvida, as grandes estrelas da CES 2026. A LG Electronics apresentou o robô doméstico CLOiD, equipado com dois braços articulados e dedos independentes, projetado para cozinhar, lavar roupa e cuidar da louça. A proposta da empresa é a chamada “Casa Sem Trabalho”, em que a IA assume as tarefas domésticas do dia a dia.
Já o Hyundai Motor Group, por meio da Boston Dynamics, mostrou uma versão do robô humanoide Atlas pronta para produção.
O modelo impressionou ao manipular objetos de forma autônoma e interagir com visitantes, com planos de uso em fábricas a partir de 2028. Outras empresas também chamaram atenção ao exibir robôs capazes de movimentos complexos, assistência doméstica e interação social avançada.
Transporte elétrico, autônomo e mais inteligente
No setor de mobilidade, a eletrificação e a autonomia dominaram as apresentações.
A Arc Boats levou ao público uma lancha esportiva totalmente elétrica, enquanto startups mostraram soluções de carregamento rápido que aliviam a pressão sobre a rede elétrica. A Uber revelou seu projeto de robotáxi desenvolvido em parceria com outras empresas do setor, com previsão de testes comerciais em cidades dos Estados Unidos até o fim de 2026.
As montadoras também demonstraram como a IA pode transformar veículos em verdadeiros companheiros digitais, capazes de reconhecer passageiros, monitorar sinais vitais e adaptar a experiência de condução em tempo real.
Produtos que já chegam às lojas
Um ponto que diferenciou a CES 2026 foi a quantidade de anúncios com disponibilidade imediata. Óculos de realidade aumentada, TVs com brilho extremo, carregadores inteligentes e dispositivos para casa conectada já podem ser comprados, encurtando a distância entre demonstração e uso real pelo consumidor.
Ao final do evento, a sensação predominante foi de que a inteligência artificial entrou definitivamente em uma nova fase. Menos conceitos abstratos e mais máquinas reais, atuando lado a lado com pessoas. A CES 2026 deixa claro que a era da IA física não é mais promessa. Ela já começou.







