✨ Principais destaques:
- Luis von Ahn esclarece polêmica: CEO da Duolingo afirma que sua fala sobre a empresa se tornar “AI-first” foi mal interpretada.
- Sem cortes de funcionários fixos: a companhia nunca demitiu colaboradores em tempo integral e não tem planos de fazê-lo.
- Todas as sextas-feiras, a equipe da Duolingo dedica tempo para explorar novas aplicações de IA.
No início deste ano, Luis von Ahn, CEO da Duolingo, foi alvo de críticas após declarar que a empresa se tornaria uma “AI-first company” ou seja, uma companhia que coloca a inteligência artificial no centro de sua estratégia.
A frase, no entanto, gerou interpretações negativas, especialmente no mercado financeiro e entre usuários preocupados com o impacto da IA no emprego humano.
Em entrevista recente ao The New York Times, von Ahn explicou que a polêmica surgiu por falta de contexto.
Segundo ele, internamente a decisão não foi vista como controversa, mas externamente muitos interpretaram como uma medida puramente voltada ao lucro ou até como um prenúncio de demissões em massa.
Nenhum corte em funcionários fixos
Von Ahn fez questão de reforçar que a Duolingo nunca demitiu funcionários em tempo integral e não tem planos de seguir por esse caminho.
O que houve, segundo ele, foi uma oscilação no número de contratados temporários, algo que já acontecia desde o início da empresa, de acordo com a demanda de projetos.
Essa explicação busca acalmar os receios de que a adoção da IA pudesse significar substituição de pessoas por máquinas.
Pelo contrário, o CEO destacou que a tecnologia está sendo usada como ferramenta de apoio e inovação, e não como justificativa para cortes.
Sextas-feiras dedicadas à IA
Apesar da polêmica, a confiança de von Ahn no potencial da inteligência artificial segue firme.
Ele revelou que, todas as sextas-feiras de manhã, a equipe da Duolingo se reúne para experimentar novas aplicações de IA.
A prática ganhou até um apelido bem-humorado: “Fr-AI-days” (uma mistura de “Friday” com “AI”), embora o próprio CEO admita que ainda não sabe como pronunciar o termo.
Essa rotina mostra que a empresa não enxerga a IA apenas como uma ferramenta de eficiência, mas como um espaço de exploração criativa e aprendizado coletivo.
