Apple rebate Elon Musk e defende imparcialidade da App Store

Renê Fraga
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A tensão entre gigantes da tecnologia ganhou mais um capítulo. Elon Musk, CEO da X (antigo Twitter) e fundador da xAI, acusou publicamente a Apple de manipular o ranking da App Store para favorecer aplicativos de inteligência artificial ligados à OpenAI, empresa com a qual a Apple firmou parceria recentemente.

Segundo Musk, nem a rede social X nem o chatbot Grok aparecem na seção “Must Have” (Indispensáveis) da loja, enquanto concorrentes recebem destaque.

Em uma postagem na própria X, ele afirmou que a Apple estaria “jogando política” e anunciou que sua empresa tomará “medidas legais imediatas” contra a gigante de Cupertino.

A resposta da Apple: “Critérios objetivos, não política”

Em comunicado oficial, a Apple rejeitou as acusações e reforçou que seu sistema de recomendações é construído para ser justo e útil.

“Destacamos milhares de aplicativos por meio de rankings, recomendações algorítmicas e listas curadas por especialistas, sempre com critérios objetivos”, afirmou a empresa.

A Apple também destacou que seu objetivo é facilitar a descoberta de apps de forma segura para os usuários, ao mesmo tempo em que oferece aos desenvolvedores mais oportunidades de visibilidade, especialmente em categorias emergentes como a de inteligência artificial.

O histórico que desafia a narrativa

Apesar das críticas de Musk, dados recentes mostram que aplicativos de IA sem ligação com a OpenAI já alcançaram o topo da App Store.

  • Em janeiro, o DeepSeek, da China, chegou a ultrapassar o ChatGPT no ranking global.
  • Em julho, o Perplexity conquistou o primeiro lugar na App Store da Índia, meses depois do anúncio da parceria Apple–OpenAI.

Atualmente, o Grok ocupa a quinta posição geral e o segundo lugar na categoria Produtividade, mesmo após o lançamento gratuito do Grok 4.

Para a Apple, isso é prova de que o sistema de classificação é transparente e imparcial.

O que está em jogo

Essa disputa vai muito além de um simples ranking de aplicativos. Ela toca em questões centrais sobre neutralidade de plataformas, competição no mercado de IA e o poder que empresas como Apple têm sobre a visibilidade de produtos digitais.

Para os entusiastas de inteligência artificial, o caso é um lembrete de que, por trás das inovações, existe um campo de batalha silencioso, onde algoritmos, contratos e decisões editoriais podem definir quem será visto e quem ficará à margem.

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Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.
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