Apple planeja abrir a Siri para chatbots de IA concorrentes no iOS 27

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques

  • Siri pode deixar de ser exclusiva do ChatGPT e abrir espaço para múltiplos chatbots
  • Apps como Gemini e Claude poderão ser integrados diretamente ao sistema
  • Mudança faz parte de uma reformulação profunda da assistente da Apple

A Apple está se preparando para uma das maiores mudanças já feitas na Siri.

Segundo informações recentes, a empresa pretende permitir que serviços concorrentes de inteligência artificial sejam integrados ao sistema a partir do iOS 27, ampliando o papel do iPhone como uma plataforma aberta para IA.

Até agora, a assistente vinha operando com uma integração mais direta com o OpenAI, mas esse cenário deve mudar com a chegada de novos parceiros.

Como a nova Siri vai funcionar

Com a atualização, usuários poderão escolher qual chatbot desejam usar dentro da Siri. Isso inclui soluções como Google e Anthropic, desde que seus aplicativos estejam instalados no dispositivo.

A seleção será feita em uma nova área chamada “Extensões”, dentro das configurações de inteligência da Apple. Na prática, a Siri funcionará como uma ponte entre o usuário e diferentes IAs, permitindo direcionar perguntas específicas para cada serviço.

Uma nova geração da assistente

A mudança faz parte de um projeto interno conhecido como “Campo”, que promete reinventar completamente a Siri. Entre as novidades em teste está um aplicativo próprio da assistente com interface semelhante a chats modernos, além de um botão integrado ao sistema que permitirá enviar textos diretamente para análise.

Outro ponto importante é que a própria Apple deve lançar sua versão de chatbot, possivelmente apoiada em modelos do Gemini, reforçando a parceria estratégica com o Google.

Pressão do mercado acelerou a decisão

A abertura da Siri não aconteceu por acaso. O crescimento acelerado de ferramentas como o ChatGPT, além da forte presença de IA em dispositivos Android, colocou pressão direta sobre a Apple.

Empresas e até concorrentes, como Elon Musk, têm criticado acordos exclusivos e defendido um ecossistema mais aberto. Esse movimento também pode representar uma nova fonte de receita para a Apple, com assinaturas de serviços de IA sendo distribuídas pela App Store.

O que esperar do anúncio oficial

A expectativa é que todas essas novidades sejam apresentadas durante a Worldwide Developers Conference, marcada para junho. Caso confirmadas, as mudanças podem redefinir completamente a forma como interagimos com assistentes digitais no dia a dia.

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Renê Fraga é fundador e editor-chefe do Eurisko, ecossistema editorial independente dedicado à inteligência artificial, código aberto, tecnologia e cultura digital. Atuando com projetos online desde 1996, escreve há mais de 20 anos sobre tecnologia e inovação, acompanhando a evolução da internet e o impacto das novas tecnologias na forma como vivemos, trabalhamos e pensamos.
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